Os utilizadores de internet na Europa estão em média 12 horas por semana online, com jovens entre os 16 e os 24 anos a dispender mais tempo online do que aquele que dedicam à televisão. Estas foram algumas das conclusões de um estudo ontem revelado, levado a cabo pela European Interactive Advertising Association (EIAA) e realizado em Setembro, em dez mercados europeus, entre os quais Reino Unido, Alemanha, Espanha, Itália, um lote que não inclui Portugal.
Segundo o Mediascope Europe, 82% dos jovens entre os 16 e os 24 anos acessam à internet entre cinco a sete dias por semana, enquanto que apenas 77% vê televisão com a mesma regularidade (números que indiciam uma quebra de 5% referente ao ano passado). Este segmento registra ainda um consumo de internet 10% acima do consumo de televisão e, cerca de metade (48%) admite que o consumo de televisão desceu em resultado direto do seu consumo de internet. Se no caso dos jovens, o consumo de televisão, ao que os dados sugerem, está diminuindo a mesma tendência não se está a verificar noutras faixas etárias com tanta prevalência. De acordo com os dados recolhidos pelo Mediascope, o consumo de televisão tem-se mantido estável nos 86%. Todavia, 75% dos inquiridos utilizam com frequência (entre cinco a sete dias por semana) a internet.
Dos 169 milhões de europeus online, oito em cada dez acessam através de uma ligação em banda larga, o que talvez explique a crescente popularidade dos serviços de vídeo online e de televisão. 30% dos inquiridos elegem ver filmes, televisão ou vídeo clips como a sua atividade favorita online, 20% fazer downloads dos mesmos, 31% ouvir rádio e, igualmente 31% fazer downloads de música.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Convergência digital e as Empresas de Mídi
Trabalhar no micro, ouvindo rádio e falando ao telefone, com as revistas espalhadas sobre a mesa. Ser informado das notícias pelo jornal de manhã, pela internet à tarde e pela TV à noite. A convergência de mídias já é um fato. Mas as empresas estão preparadas?Estamos saindo de uma era close media familiar para uma era open media, onde quem tem poder, mais que nunca, é a Sra. Audiência. Ela já escolhe o que quer saber, com que periodicidade, onde, por que meio, e ainda exige urgência, interatividade e personalização. A Convergência de Mídias, prevista por especialista há 60 anos, tornou-se uma realidade.
O consumidor já está com comportamento multimídia. Cerca de 70% dos Americanos acessam mais de uma mídia simultaneamente, sendo que 30% da audiência de 18 a 33 anos acessam mais de 3 mídias ao mesmo tempo. No dia a dia, a Sra. Audiência está muito mais conectada (em média 11h/dia na web e 6h/dia na TV) e tem como rotina provável: jornal pela manhã, internet à tarde, PDA/Celular em trânsito, TV à noite.
A Audiência não se contenta mais em ser passiva, transformando-se no agente da informação, gerando e publicando conteúdo em larga escala, criando centros de notícias, Blogs, desenvolvendo e participando de grupos temáticos e/ou sociais, com códigos e linguagens próprios e com atualização em tempo real.
Para a Convergência de Mídias acontecer foi preciso desenvolver novas tecnologias que permitissem a sua efetivação, enfocando a plena conectividade e a probabilidade do “any time, any where”. Muito já se avançou em termos tecnológicos, mas a convergência engloba muito mais que isso. Nela se inserem os negócios, os mercados, as iniciativas públicas, a regulação etc.
Trata-se de um setor em que os conteúdos, aplicações e serviços são elementos-chave. Surgem, portanto, numerosas oportunidades para as empresas em áreas como a geração de conteúdo ou os sistemas de distribuição, que podem ser acessados de diferentes redes.
E que tipo de negócio sustenta e sustentará isto? Vemos a chegada cada vez mais próxima de um modelo de publicidade local, interativa, pulverizada, multimídia e surround. As empresas de comunicação vão ter que reaprender a vender, criando “planos de multimídia”. As agências de publicidade e os anunciantes também precisarão mudar para atender seus clientes e atingir a Sra. Audiência.
Outro desafio são as métricas necessárias para pricing e para avaliação de resultados, que ainda não estão prontas. Estão sendo feitos esforços como o XMOS (Cross Media Optimization Study) e o AdsML, para padronizar tecnologicamente e mercadologicamente os anúncios, mas ainda não estão disponíveis.
Conseqüentemente, os processos de produção também estão mudados. Um dos aspectos é a organização e implantação, com uso intensivo de tecnologia, das Redações Multimídia para geração de conteúdos multimídia. Outro fator é a disponibilização das informações em tempo real, obrigando a publicação de sucessivas versões com acertos subseqüentes e públicos. Muitas destas iniciativas ainda trazem a carga cultural da origem de seus produtores, seja jornal, rádio ou TV. Mas, aos poucos, novas experiências de linguagens vêm sendo experimentadas.
A distribuição para várias mídias em tempo real endereça as facilidades dos padrões XML para que os conteúdos possam ser adaptados aos diversos dispositivos (Tablóides, Web, PDA. Telefone, tablet PC, Painéis...) e para que possam ser integrados aos sistemas aplicativos que os organizam, classificam e selecionam, visando atender de forma personalizada a Sra. Audiência.
Neste cenário, os dispositivos de recepção para o trabalho, domésticos ou pessoais, com facilidades multimídia, têm terreno fértil para prosperarem, mas não causarão a revolução nos hábitos. Esta revolução já foi feita e seus efeitos estão sendo irradiados em altíssima velocidade.
O consumidor já está com comportamento multimídia. Cerca de 70% dos Americanos acessam mais de uma mídia simultaneamente, sendo que 30% da audiência de 18 a 33 anos acessam mais de 3 mídias ao mesmo tempo. No dia a dia, a Sra. Audiência está muito mais conectada (em média 11h/dia na web e 6h/dia na TV) e tem como rotina provável: jornal pela manhã, internet à tarde, PDA/Celular em trânsito, TV à noite.
A Audiência não se contenta mais em ser passiva, transformando-se no agente da informação, gerando e publicando conteúdo em larga escala, criando centros de notícias, Blogs, desenvolvendo e participando de grupos temáticos e/ou sociais, com códigos e linguagens próprios e com atualização em tempo real.
Para a Convergência de Mídias acontecer foi preciso desenvolver novas tecnologias que permitissem a sua efetivação, enfocando a plena conectividade e a probabilidade do “any time, any where”. Muito já se avançou em termos tecnológicos, mas a convergência engloba muito mais que isso. Nela se inserem os negócios, os mercados, as iniciativas públicas, a regulação etc.
Trata-se de um setor em que os conteúdos, aplicações e serviços são elementos-chave. Surgem, portanto, numerosas oportunidades para as empresas em áreas como a geração de conteúdo ou os sistemas de distribuição, que podem ser acessados de diferentes redes.
E que tipo de negócio sustenta e sustentará isto? Vemos a chegada cada vez mais próxima de um modelo de publicidade local, interativa, pulverizada, multimídia e surround. As empresas de comunicação vão ter que reaprender a vender, criando “planos de multimídia”. As agências de publicidade e os anunciantes também precisarão mudar para atender seus clientes e atingir a Sra. Audiência.
Outro desafio são as métricas necessárias para pricing e para avaliação de resultados, que ainda não estão prontas. Estão sendo feitos esforços como o XMOS (Cross Media Optimization Study) e o AdsML, para padronizar tecnologicamente e mercadologicamente os anúncios, mas ainda não estão disponíveis.
Conseqüentemente, os processos de produção também estão mudados. Um dos aspectos é a organização e implantação, com uso intensivo de tecnologia, das Redações Multimídia para geração de conteúdos multimídia. Outro fator é a disponibilização das informações em tempo real, obrigando a publicação de sucessivas versões com acertos subseqüentes e públicos. Muitas destas iniciativas ainda trazem a carga cultural da origem de seus produtores, seja jornal, rádio ou TV. Mas, aos poucos, novas experiências de linguagens vêm sendo experimentadas.
A distribuição para várias mídias em tempo real endereça as facilidades dos padrões XML para que os conteúdos possam ser adaptados aos diversos dispositivos (Tablóides, Web, PDA. Telefone, tablet PC, Painéis...) e para que possam ser integrados aos sistemas aplicativos que os organizam, classificam e selecionam, visando atender de forma personalizada a Sra. Audiência.
Neste cenário, os dispositivos de recepção para o trabalho, domésticos ou pessoais, com facilidades multimídia, têm terreno fértil para prosperarem, mas não causarão a revolução nos hábitos. Esta revolução já foi feita e seus efeitos estão sendo irradiados em altíssima velocidade.
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Hologramas ao invés de modelos em desfile de moda
Por Redação do IDG Now! Publicada em 06 de novembro de 2007 às 12h49A varejista norte-americana de modas Target promove nesta terça-feira (06/11) e na quarta-feira (07/11) um desfile que, invés de modelos, utiliza hologramas em alta definição para exibir as roupas.A responsável pela criação do desfile holográfico é a empresa Musion Systems Limited. A apresentação utiliza uma técnica de ilusão chamada Eyeliner, que dá a imagens bidimensionais a impressão de profundidade.As instalações foram gravadas e serão projetadas em alta definição no Grand Central Terminal, nos Estados Unidos.A empresa incluirá vídeos do evento no YouTube e em seu site oficial.
Comentários:
- Já estamos vendo o uso comercial das novas tecnologias vistas em sala, não é ?
- O site IDG Now - http://www.idgnow.uol.com.br/ - é uma excelente fonte de informações sobre novas tecnologias e seus usos em estratégias de marketing.
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