quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Portais perdem participação em publicidade online, revela agência

Por Redação do IDG Now!
Publicada em 26 de fevereiro de 2008 às 19h15

São Paulo - Avenue ARazorfish mostra que anunciantes deixaram de priorizar portais e que consumidor é influenciado por blogs e fóruns.

Pela primeira vez em quatro anos, os portais perderam participação no mercado de anúncios online. Esta é uma das constatações do relatório Digital Outlook, divulgado nesta terça-feira (26/02), pela agência Avenue ARazorfish.

Em 2007, 19% dos gastos de mídia da Avenue A foram direcionados a portais - em 2006, o segmento representou 24% dos investimentos da agência em publicidade digital -, 11% a redes de anúncios, 31% a mecanismos de busca e 39% a domínios verticais.

A causa dessa mudança é o crescimento das opções de destino para os anúncios. Em 2006, a Avenue A distribuiu seus gastos em 863 sites e, no passado, esse número mais do que dobrou, atingindo 1.832 sites.

No ano passado, o faturamento da agência de marketing digital, que foi comprada no ano passado pela Microsoft por US$ 6 bilhões, somou 735 milhões de dólares, o que representa crescimento de 36% em relação a 2006.O Digital Outlook selecionou algumas tendências que devem ser observadas em 2008. As principais são:

- o impacto de uma recessão dos anúncios online nos Estados Unidos;
- a nova definição das medidas de avaliação da mídia online;
- a diminuição de aquisições de redes de anúncios;
- a explosão da mobilidade – mas não dos anúncios em aparelhos móveis;
- a revelação da Nokia como player fundamental na indústria de marketing digital;
- a ausência de padrão para anúncios em vídeo e o impacto da internet nas eleições presidenciais dos Estados Unidos.

O relatório também mostra que os consumidores estão agindo cada vez menos de forma automática. Não existe mais a seqüência marca, promoção e vendas. Em vez disso, eles “petiscam” conteúdos digitais exibidos em inúmeros tipos de dispositivos eletrônicos, trocam informações e opiniões sobre produtos, empresas e marcas. Ou seja, eles são muito mais influenciados pelo que o público expressa em blogs, fóruns e vídeos do YouTube, por exemplo, do que por campanhas publicitárias.

Comentário: o consumidor online é muito mais complexo que o "telespectador". Não podemos pensar e agir como antes - é preciso criar novos caminhos para participar da construção da imagem de marca na mente do consumidor.

2 comentários:

keury rocha disse...

De fato, o consumidor online é mais complexo, devido suas opções de escolha. Ele não está preso ao conteúdo que o meio passa naquele momento, mas sim busca as informaçõe que quer. Fazendo com que os anunciantes torne os conteúdos mais interessantes para que haja um intersse maior também por parte dos consumidore em procurá-los. Um bom exemplo de novos caminhos para anunciar na internet foi a idéia que a Antarctica teve em colocar o nome da pessoa que recebia o e-mail(de amigos, parentes etc) como se fosse uma tatuagem por trás do biquine de Juliana Paes.Essa é uma idéia nova e interessante, que com certeza atrai a curiosidade de todos!
Comentário de: Maitê Pimentel.

Viviane Toraci disse...

Muito bom este exemplo da Antarctica, Maitê. Como vimos na aula sobre interatividade, o anunciante trabalhou com a reapropriação e personalização para tornar a mensagem mais interativa, e consequentemente, mais interessante para o consumidor.