Um estudo recente da Jupiter Research revela que apenas 15% das campanhas de marketing viral atingiram o objetivo de levar os consumidores a promover a mensagem que tinha sido planeada pelos marketeers.
Intitulado "Marketing Viral: Levando a mensagem às massas", o relatório concluiu que a técnica mais usada para estimular o comportamento viral foi focar o público com influência. O Media Post, que cita o estudo, acrescenta ainda que "cerca de 55% dos marketeers ouvidos ponderam abandonar esta táctica no próximo ano".
De acordo com os dados da Jupiter Research, os utilizadores da internet mais propícios de reencaminhar mensagens publicitárias são os "relativamente mais velhos", comparativamente aos grupos mais jovens. Enquanto os últimos utilizam com maior frequência as redes sociais, os consumidores maduros mostraram dar um uso superior ao e-mail e ao vídeo. Significa, portanto, que "o marketing viral está a alienar das campanhas o público-alvo tradicional para os seus produtos e marcas". Por outro lado, ao apostar nas ‘social networks', esquece que estes canais têm quebras de utilização muito abruptas, que comprometem a transmissão das mensagens.
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
domingo, 28 de outubro de 2007
A Convergência de Mídias como Ferramenta na Construção das Inteligências Coletivas
Não se pode pensar sobre a convergência de mídias sem refletir sobre o cotidiano, o presente. Aí está a grande dificuldade. Trata-se de um processo do qual todos somos testemunhas e ao mesmo tempo atores.
Dois importantes componentes nesta fusão que está se estabelecendo entre tv, rádio, internet e veículos impressos são a digitalização do conhecimento e a disponibilidade deste saber acumulado numa rede mundial de difícil controle.
A própria estrutura da internet revela algumas coisas. O principal protocolo, que carrega as informações nos diferentes meios que formam a rede – o IP Internet Protocol -, transmite os pacotes de informação com o mínimo esforço e não tem qualidade de serviço. Esta é a grande dificuldade de mandar sinais digitais de imagem e som na internet, pois os pacotes multimídias precisam chegar no destino certo e em uma ordem determinada, o que não é necessidade primordial para o transporte de dados.
Porém o que podemos tirar como reflexão destas concepções técnicas das redes de dados IP que estão sendo sanadas pelos engenheiros, para que brevemente possamos ver vídeo de qualidade em computadores e outros dispositivos? A resposta a esta questão é a dificuldade de controle do fluxo de conhecimento que irrompe as casas. Hoje, a "navegação" na Internet permite aprender tanto a fabricar bombas quanto fazer um passeio no Louvre. O desafio do educador é como transformar essa experiência virtual numa ação prazerosa e produtiva na realidade do educando.
Há vários entusiastas da chamada democracia virtual, que a Internet pode estar proporcionando à civilização, entre eles, o filósofo Piérre Levy. Antes de falar dos conceitos que ele prega tais como, cibercultura e mais recentemente inteligências coletivas, gostaria de colocar algumas observações sobre a América Latina e o Brasil.
Atualmente, no mundo, o número de computadores se iguala ao número de aparelhos de TV. Mais de 600 milhões de pessoas têm algum tipo de acesso à internet. Em 2001, as estatísticas oficiais mostravam que metade dos brasileiros nunca usou um telefone fixo e que, de cada cem nativos, só seis possuem computador. Cerca de 13 milhões de pessoas no Brasil estão conectadas à rede, menos de 10% da população. A Argentina, mergulhada em caos econômico, tem números mais animadores sobre a questão. Diante destes dados, é quase uma verdade irrefutável que a exclusão digital é um problema que merece da atenção do governo, da sociedade e do ambiente acadêmico brasileiro.
O acesso à banda larga, que permite a visualização de vídeos em computadores e outros dispositivos como uma experiência razoavelmente interessante e divertida, é ainda mais elitizado. Precisamos equipar as escolas públicas com acesso à Internet de alta velocidade. É estratégico que novos governos pensem nisso como prioridade. As políticas de telecomunicações devem enfatizar a inclusão digital da sociedade brasileira.
Piérre Lévy, em recente visita ao Brasil, compartilha desta opinião da intervenção do Estado para garantir a inclusão digital. Ele acredita que o anafalbetismo e a falta de recursos culturais são os grandes vilões para este acesso. O filósofo tem estudado o quanto as comunidades virtuais podem contribuir com o avanço da humanidade.
Neste sentido, uma de suas contribuições é o conceito de Inteligências Coletivas. Ele afirma que a Internet pode criar uma espécie de "ágora virtual", onde os cidadãos poderão deliberar sobre assuntos que lhe concernem diretamente, criando espaços virtuais temáticos onde compartilhem suas inteligências individuais, memórias, percepções, imaginações, resultando numa aprendizagem coletiva, enfim, na troca de conhecimentos.
O processo de convergência de mídias, que tem feito os jornalistas ( esses artífices da comunicação) pensarem muito sobre seu trabalho é um dos motores na formação destas Inteligências Coletivas. Segundo Pierre Lévy, "quanto mais esses órgãos de comunicação se aperfeiçoam, mais essa memória se torna vasta e mais o ecossistema das idéias se transforma, a inteligência coletiva aumenta, se complexifica e evolui com rapidez."
Ainda expondo sobre este conceito, o filósofo concentra três pólos de significação do capital da Inteligência Coletiva: o técnico, o cultural e o social.
O capital técnico consiste no ambiente físico, na mídia e nos próprios computadores ligados à internet. Vimos já que o problema da exclusão digital diz respeito diretamente a este pólo.
O capital cultural está no pólo do signo e é a memória gravada da cultura. Trata-se da estrutura abstrata das idéias e da maneira que são representadas. O descaso com a memória brasileira têm se repetido no mundo digital. Quais são os esforços para digitalização do conhecimento brasileiro? Poucos. O site da Biblioteca Nacional é um dos esforços neste sentido. A migração de mídias, que hoje se dá, está enterrando a produção cultural do país. Um dos maiores exemplos é a música. Nos últimos 20 anos assistimos à transição do vinil para o cd e agora para o cd-r. O quanto está perdido neste interregnos de tecnologia? Historiadores irão dizer com mais precisão.
Já o capital social está na reunião das idéias produzidas pela população e dependem do regime político em questão. Vivemos numa democracia ocidental, onde o Estado se propõe, desde a Constituição de 88, a se organizar em parceria com a sociedade nos conselhos de direitos. Porém, o cidadão não vislumbra com facilidade esta opção de participação política na sociedade. Não existe uma política enraizada de integração destes conselhos, que, em sua natureza, são municipais ou locais. Seria interessante colocá-los em rede. Assim como, volto a citar, urge que as escolas públicas brasileiras estejam em rede e interagindo.
Experiência pioneira neste sentido é a TV Escola e o Canal Saúde, ambos canais de TV Aberta em UHF, que podem ser vistos no Brasil inteiro através de antenas parabólicas analógicas. A TV interativa digital permitirá que o aluno interfira na programação, tenha contato direto com um especialista ou tutor, dependendo da programação e ainda poderá partilhar experiências com jovens de diferentes localidades do país.
Enfim, há ainda a questão levantada por filósofos e pelo sociólogo Manuel Castells: a revolução tecnológica muda costumes e a apreensão da informação ou a mudança de mentalidade que constrói novos canais de informação? Creio que há quarenta anos atrás, Marshall Macluhan já tinha a resposta para questão - "não há como dissociar o meio da mensagem". É por isso que seus conceitos estão sendo revisitados. O educador precisa adaptar seu conteúdo, entender o processo de aprendizagem frente às novas perspectivas que a tv interativa possibilita e tirar o maior proveito delas.
O receptor na tv interativa deixa de ser passivo no processo comunicacional. Ele assume o papel de emissor também. Podemos citar como efeitos do uso de hiperlinks nas imagens em movimento: a segmentação de público, a personalização de programação, o aumento da capacidade de crítica, a busca de conhecimento e a interação com outros espectadores. Tudo isso beneficiará imensamente a população brasileira na busca pelo saber. Aguardemos os novos tempos, partilhado do otimismo de Piérre Levy.
Dois importantes componentes nesta fusão que está se estabelecendo entre tv, rádio, internet e veículos impressos são a digitalização do conhecimento e a disponibilidade deste saber acumulado numa rede mundial de difícil controle.
A própria estrutura da internet revela algumas coisas. O principal protocolo, que carrega as informações nos diferentes meios que formam a rede – o IP Internet Protocol -, transmite os pacotes de informação com o mínimo esforço e não tem qualidade de serviço. Esta é a grande dificuldade de mandar sinais digitais de imagem e som na internet, pois os pacotes multimídias precisam chegar no destino certo e em uma ordem determinada, o que não é necessidade primordial para o transporte de dados.
Porém o que podemos tirar como reflexão destas concepções técnicas das redes de dados IP que estão sendo sanadas pelos engenheiros, para que brevemente possamos ver vídeo de qualidade em computadores e outros dispositivos? A resposta a esta questão é a dificuldade de controle do fluxo de conhecimento que irrompe as casas. Hoje, a "navegação" na Internet permite aprender tanto a fabricar bombas quanto fazer um passeio no Louvre. O desafio do educador é como transformar essa experiência virtual numa ação prazerosa e produtiva na realidade do educando.
Há vários entusiastas da chamada democracia virtual, que a Internet pode estar proporcionando à civilização, entre eles, o filósofo Piérre Levy. Antes de falar dos conceitos que ele prega tais como, cibercultura e mais recentemente inteligências coletivas, gostaria de colocar algumas observações sobre a América Latina e o Brasil.
Atualmente, no mundo, o número de computadores se iguala ao número de aparelhos de TV. Mais de 600 milhões de pessoas têm algum tipo de acesso à internet. Em 2001, as estatísticas oficiais mostravam que metade dos brasileiros nunca usou um telefone fixo e que, de cada cem nativos, só seis possuem computador. Cerca de 13 milhões de pessoas no Brasil estão conectadas à rede, menos de 10% da população. A Argentina, mergulhada em caos econômico, tem números mais animadores sobre a questão. Diante destes dados, é quase uma verdade irrefutável que a exclusão digital é um problema que merece da atenção do governo, da sociedade e do ambiente acadêmico brasileiro.
O acesso à banda larga, que permite a visualização de vídeos em computadores e outros dispositivos como uma experiência razoavelmente interessante e divertida, é ainda mais elitizado. Precisamos equipar as escolas públicas com acesso à Internet de alta velocidade. É estratégico que novos governos pensem nisso como prioridade. As políticas de telecomunicações devem enfatizar a inclusão digital da sociedade brasileira.
Piérre Lévy, em recente visita ao Brasil, compartilha desta opinião da intervenção do Estado para garantir a inclusão digital. Ele acredita que o anafalbetismo e a falta de recursos culturais são os grandes vilões para este acesso. O filósofo tem estudado o quanto as comunidades virtuais podem contribuir com o avanço da humanidade.
Neste sentido, uma de suas contribuições é o conceito de Inteligências Coletivas. Ele afirma que a Internet pode criar uma espécie de "ágora virtual", onde os cidadãos poderão deliberar sobre assuntos que lhe concernem diretamente, criando espaços virtuais temáticos onde compartilhem suas inteligências individuais, memórias, percepções, imaginações, resultando numa aprendizagem coletiva, enfim, na troca de conhecimentos.
O processo de convergência de mídias, que tem feito os jornalistas ( esses artífices da comunicação) pensarem muito sobre seu trabalho é um dos motores na formação destas Inteligências Coletivas. Segundo Pierre Lévy, "quanto mais esses órgãos de comunicação se aperfeiçoam, mais essa memória se torna vasta e mais o ecossistema das idéias se transforma, a inteligência coletiva aumenta, se complexifica e evolui com rapidez."
Ainda expondo sobre este conceito, o filósofo concentra três pólos de significação do capital da Inteligência Coletiva: o técnico, o cultural e o social.
O capital técnico consiste no ambiente físico, na mídia e nos próprios computadores ligados à internet. Vimos já que o problema da exclusão digital diz respeito diretamente a este pólo.
O capital cultural está no pólo do signo e é a memória gravada da cultura. Trata-se da estrutura abstrata das idéias e da maneira que são representadas. O descaso com a memória brasileira têm se repetido no mundo digital. Quais são os esforços para digitalização do conhecimento brasileiro? Poucos. O site da Biblioteca Nacional é um dos esforços neste sentido. A migração de mídias, que hoje se dá, está enterrando a produção cultural do país. Um dos maiores exemplos é a música. Nos últimos 20 anos assistimos à transição do vinil para o cd e agora para o cd-r. O quanto está perdido neste interregnos de tecnologia? Historiadores irão dizer com mais precisão.
Já o capital social está na reunião das idéias produzidas pela população e dependem do regime político em questão. Vivemos numa democracia ocidental, onde o Estado se propõe, desde a Constituição de 88, a se organizar em parceria com a sociedade nos conselhos de direitos. Porém, o cidadão não vislumbra com facilidade esta opção de participação política na sociedade. Não existe uma política enraizada de integração destes conselhos, que, em sua natureza, são municipais ou locais. Seria interessante colocá-los em rede. Assim como, volto a citar, urge que as escolas públicas brasileiras estejam em rede e interagindo.
Experiência pioneira neste sentido é a TV Escola e o Canal Saúde, ambos canais de TV Aberta em UHF, que podem ser vistos no Brasil inteiro através de antenas parabólicas analógicas. A TV interativa digital permitirá que o aluno interfira na programação, tenha contato direto com um especialista ou tutor, dependendo da programação e ainda poderá partilhar experiências com jovens de diferentes localidades do país.
Enfim, há ainda a questão levantada por filósofos e pelo sociólogo Manuel Castells: a revolução tecnológica muda costumes e a apreensão da informação ou a mudança de mentalidade que constrói novos canais de informação? Creio que há quarenta anos atrás, Marshall Macluhan já tinha a resposta para questão - "não há como dissociar o meio da mensagem". É por isso que seus conceitos estão sendo revisitados. O educador precisa adaptar seu conteúdo, entender o processo de aprendizagem frente às novas perspectivas que a tv interativa possibilita e tirar o maior proveito delas.
O receptor na tv interativa deixa de ser passivo no processo comunicacional. Ele assume o papel de emissor também. Podemos citar como efeitos do uso de hiperlinks nas imagens em movimento: a segmentação de público, a personalização de programação, o aumento da capacidade de crítica, a busca de conhecimento e a interação com outros espectadores. Tudo isso beneficiará imensamente a população brasileira na busca pelo saber. Aguardemos os novos tempos, partilhado do otimismo de Piérre Levy.
sábado, 27 de outubro de 2007
TV Digital
A TV digital deverá começar a funcionar no final do ano que vem no Brasil. Segundo cronograma divulgado ontem pelo Ministério das Comunicações, as transmissões começam pela região metropolitana de São Paulo, em dezembro de 2007.As demais capitais começam as transmissões em dezembro de 2009, e todos os outros municípios, em dezembro de 2013. Inicialmente, as emissoras continuarão usando também o sistema analógico, que só será desligado no final de junho de 2016, sempre segundo o cronograma apresentado ontem.O ministro Hélio Costa (Comunicações) ressalvou que o cronograma é "conservador" e que a implantação pode até ocorrer antes do previsto.
No final de junho deste ano, o governo anunciou oficialmente a escolha do padrão japonês (ISDB) para as transmissões de TV digital, dizendo que ele teria se mostrado tecnicamente mais "robusto" para transmissões para receptores móveis. O padrão era o preferido das emissoras de TV, porque, em tese, torna mais difícil a entrada das empresas de telefonia no mercado televisivo.
O padrão japonês disputou com os padrões europeu (DVB) e americano (ATSC). De acordo com o governo brasileiro, o Japão teria se comprometido a estudar a viabilidade da instalação no Brasil de uma fábrica de semicondutores e estaria comprometido com a possibilidade de transferência de tecnologia.
Ontem, o ministro Hélio Costa (Comunicações), ao anunciar o cronograma, disse que o governo federal enviará correspondência ao Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária, órgão que representa os governos estaduais) em que pedirá a redução da alíquota de ICMS (que varia aproximadamente de 10% a 15%) para a importação de equipamentos sem similar nacional que serão usados no processo de digitalização das redes das emissoras.
Segundo Costa, o custo de digitalizar as transmissões de uma emissora é de, aproximadamente, US$ 1,6 milhão. A principal diferença entre a TV digital e a analógica --além da maior definição da imagem e do som-- é a capacidade de interação com o telespectador. A interatividade deve transformar o ensino à distância e o comércio de produtos pela TV.
Segundo Costa, o custo de digitalizar as transmissões de uma emissora é de, aproximadamente, US$ 1,6 milhão. A principal diferença entre a TV digital e a analógica --além da maior definição da imagem e do som-- é a capacidade de interação com o telespectador. A interatividade deve transformar o ensino à distância e o comércio de produtos pela TV.
Hélio Costa avaliou que a mudança terá menor impacto no bolso do telespectador do que a mudança de preto-e-branco para cores, no início dos anos 1970. "O aparelho em cores custava cinco vezes mais que o preto-e-branco", disse o ministro.
No final de junho deste ano, o governo anunciou oficialmente a escolha do padrão japonês (ISDB) para as transmissões de TV digital, dizendo que ele teria se mostrado tecnicamente mais "robusto" para transmissões para receptores móveis. O padrão era o preferido das emissoras de TV, porque, em tese, torna mais difícil a entrada das empresas de telefonia no mercado televisivo.
O padrão japonês disputou com os padrões europeu (DVB) e americano (ATSC). De acordo com o governo brasileiro, o Japão teria se comprometido a estudar a viabilidade da instalação no Brasil de uma fábrica de semicondutores e estaria comprometido com a possibilidade de transferência de tecnologia.
Ontem, o ministro Hélio Costa (Comunicações), ao anunciar o cronograma, disse que o governo federal enviará correspondência ao Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária, órgão que representa os governos estaduais) em que pedirá a redução da alíquota de ICMS (que varia aproximadamente de 10% a 15%) para a importação de equipamentos sem similar nacional que serão usados no processo de digitalização das redes das emissoras.
Segundo Costa, o custo de digitalizar as transmissões de uma emissora é de, aproximadamente, US$ 1,6 milhão. A principal diferença entre a TV digital e a analógica --além da maior definição da imagem e do som-- é a capacidade de interação com o telespectador. A interatividade deve transformar o ensino à distância e o comércio de produtos pela TV.
Segundo Costa, o custo de digitalizar as transmissões de uma emissora é de, aproximadamente, US$ 1,6 milhão. A principal diferença entre a TV digital e a analógica --além da maior definição da imagem e do som-- é a capacidade de interação com o telespectador. A interatividade deve transformar o ensino à distância e o comércio de produtos pela TV.
Hélio Costa avaliou que a mudança terá menor impacto no bolso do telespectador do que a mudança de preto-e-branco para cores, no início dos anos 1970. "O aparelho em cores custava cinco vezes mais que o preto-e-branco", disse o ministro.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Evento da ESPM aborda novos ambientes da comunicação
O 2º Encontro ESPM de Comunicação e Marketing - As Arenas da Comunicação com o Mercado, que acontecerá nos dias 6,7 e 8 de novembro em São Paulo, traz em sua proposta analisar "a utilização pelas empresas de megashows, desfiles de moda, competições esportivas e do próprio varejo como veículos que suplementam a ação da propaganda tradicional em mídia". Esta apresentação do evento, sua programação e temas em discussão estão no site www.espm.br/encontroespm.
Muito interessante é ver os temas dos artigos acadêmicos aprovados para apresentação no evento, os quais discutem advergames, moda e comunicação, novas mídias convergentes, entre outros assuntos abordados em nossa disciplina. O próprio site do evento é um bom exemplo de webdesign, com boa utilização da ferramenta Flash.
Para quem quiser, dá uma olhadinha no site. E para quem puder, vale a pena ir ao evento.
Muito interessante é ver os temas dos artigos acadêmicos aprovados para apresentação no evento, os quais discutem advergames, moda e comunicação, novas mídias convergentes, entre outros assuntos abordados em nossa disciplina. O próprio site do evento é um bom exemplo de webdesign, com boa utilização da ferramenta Flash.
Para quem quiser, dá uma olhadinha no site. E para quem puder, vale a pena ir ao evento.
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Ainda sobre a palestra de Scott Donaton (essa palestra deu o que falar literalmente, todos os sites tem comentarios sobre!!!):
A integração da propaganda nas formas tradicionais da publicidade, intitulada entretenimento de marca, ou branded content, ou ainda brand entreteiment, foi o centro do debate com Scott Donaton, publisher da Advertising Age, durante o MaxiMidia deste ano. Ele fala sobre a união quase que obrigatória entre a publicidade e o entretenimento e evidencia que este encontro funciona para ambos os lados. Para esclarecer o assunto, o executivo conta que a campanha de lançamento do filme “Transformers” serviu como propaganda para brinquedos e automóveis
Há cinco anos, sabe-se que o foco dos anunciantes era a mídia tradicional. Com o desenvolvimento do entretenimento, surge também uma linha paralela aos meios tradicionais de propaganda. Este caminho aponta para os consumidores que buscam a mídia na Internet, por exemplo. Donaton usou um comercial da BMW para ilustrar esta tendência do consumidor moderno. Um anúncio publicitário diferenciado e direcionado para um público mais integrado com as mídias modernas gerou um grande retorno para as marcas e agregou valor para elas. Para Scott Donaton, a Internet estende a experiência com a marca.
O que importa é a idéia:
Seguindo a característica das estratégias de marketing de ousar, arriscar novas formas de se comunicar com o consumidor, Donaton mostrou que é preciso ter autorização para falhar e desta forma experimentar novas idéias e aprender com os erros cometidos. Por outro lado, muitas campanhas de marketing obtêm o retorno planejado mesmo quando criadas de forma inovadora. A marca de fast-food Burger King realizou uma campanha que integra o site da companhia à uma linha de vídeo game. Jogos conhecidos do público foram adaptados ao personagem da marca e se transformaram em sucesso nas vendas de produtos Burger King. “Isto é entretenimento de marca. A distribuição não importa, mas sim o público e os parceiros que estão integrados ao projeto”, diz Scott Donaton.
Mais informações no site :
http://www.mundodomarketing.com.br/2006/ver_reportagens.asp?cod=2302
A integração da propaganda nas formas tradicionais da publicidade, intitulada entretenimento de marca, ou branded content, ou ainda brand entreteiment, foi o centro do debate com Scott Donaton, publisher da Advertising Age, durante o MaxiMidia deste ano. Ele fala sobre a união quase que obrigatória entre a publicidade e o entretenimento e evidencia que este encontro funciona para ambos os lados. Para esclarecer o assunto, o executivo conta que a campanha de lançamento do filme “Transformers” serviu como propaganda para brinquedos e automóveis
Há cinco anos, sabe-se que o foco dos anunciantes era a mídia tradicional. Com o desenvolvimento do entretenimento, surge também uma linha paralela aos meios tradicionais de propaganda. Este caminho aponta para os consumidores que buscam a mídia na Internet, por exemplo. Donaton usou um comercial da BMW para ilustrar esta tendência do consumidor moderno. Um anúncio publicitário diferenciado e direcionado para um público mais integrado com as mídias modernas gerou um grande retorno para as marcas e agregou valor para elas. Para Scott Donaton, a Internet estende a experiência com a marca.
O que importa é a idéia:
Seguindo a característica das estratégias de marketing de ousar, arriscar novas formas de se comunicar com o consumidor, Donaton mostrou que é preciso ter autorização para falhar e desta forma experimentar novas idéias e aprender com os erros cometidos. Por outro lado, muitas campanhas de marketing obtêm o retorno planejado mesmo quando criadas de forma inovadora. A marca de fast-food Burger King realizou uma campanha que integra o site da companhia à uma linha de vídeo game. Jogos conhecidos do público foram adaptados ao personagem da marca e se transformaram em sucesso nas vendas de produtos Burger King. “Isto é entretenimento de marca. A distribuição não importa, mas sim o público e os parceiros que estão integrados ao projeto”, diz Scott Donaton.
Mais informações no site :
http://www.mundodomarketing.com.br/2006/ver_reportagens.asp?cod=2302
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
MaxiMídia 2007 discute convergência de conteúdos
Por Viviane Toraci
Ontem estive no auditório da Faculdade Boa Viagem para assistir à palestra “Integração Editorial e Comercial: sua marca no centro das atenções”, retransmitida via satélite do MaxiMídia em São Paulo. O palestrante Scott Donaton, norte-americano autor do livro “Madison&Vine”, apresentou cases de “Branding Entertainment”, ou seja, Entretenimento de Marca. O que também podemos chamar de “Advertisement” (Advertising + Amusement, ou Publicidade + Diversão).
O Entretenimento de Marca nasceu nos EUA devido ao medo do mercado publicitário com o novo cenário trazido pela digitalização das mídias, o qual dá ao consumidor o poder de escolher ver ou não ver as mensagens comerciais. Assim, já que as pessoas poderiam escolher não ver, seria preciso imbutir nossa mensagem publicitária nos programas, de forma divertida, sutil e relevante. Seria uma evolução do antigo merchandising em televisão e cinema. Agora, com maior aceitação do público, que já espera e aceita ver mensagens de anunciantes em seus filmes favoritos.
Para a indústria do entretenimento, que vem perdendo dinheiro com a pirataria digital, unir-se a anunciantes foi uma boa alternativa comercial. Os anunciantes têm o dinheiro, a indústria do entretenimento tem a atenção do público. Ambos saem ganhando. E o público também, com entretenimento de qualidade. Vide o sucesso do filme “Transformers”: duas horas de comercial de uma linha de brinquedos e automóveis da General Motors.
Segundo Scott, os consumidores não estão preocupados se o seu entretenimento (programa de televisão, filme, música, jogos) foi produzido pela Paramount Pictures, pela Microsoft ou por um garoto de 16 anos em seu computador. O importante é ser transparente, relevante e que o consumidor acredite que vale a pena dedicar seu tempo a esta mensagem.
Todo o esforço de uma estratégia de Entretenimento de Marca deve estar concentrado no posicionamento da marca. Muitas vezes, o logotipo nem aparece no vídeo. Mas todos sabem que a marca está por trás daquele conteúdo, e a valorizam por isso. Outras vezes, a aparição da marca é bastante explícita, como temos no Brasil a Rádio Oi. O importante é ser honesto com o consumidor. E ele definirá se quer consumir a sua mensagem ou não.
Ontem estive no auditório da Faculdade Boa Viagem para assistir à palestra “Integração Editorial e Comercial: sua marca no centro das atenções”, retransmitida via satélite do MaxiMídia em São Paulo. O palestrante Scott Donaton, norte-americano autor do livro “Madison&Vine”, apresentou cases de “Branding Entertainment”, ou seja, Entretenimento de Marca. O que também podemos chamar de “Advertisement” (Advertising + Amusement, ou Publicidade + Diversão).
O Entretenimento de Marca nasceu nos EUA devido ao medo do mercado publicitário com o novo cenário trazido pela digitalização das mídias, o qual dá ao consumidor o poder de escolher ver ou não ver as mensagens comerciais. Assim, já que as pessoas poderiam escolher não ver, seria preciso imbutir nossa mensagem publicitária nos programas, de forma divertida, sutil e relevante. Seria uma evolução do antigo merchandising em televisão e cinema. Agora, com maior aceitação do público, que já espera e aceita ver mensagens de anunciantes em seus filmes favoritos.
Para a indústria do entretenimento, que vem perdendo dinheiro com a pirataria digital, unir-se a anunciantes foi uma boa alternativa comercial. Os anunciantes têm o dinheiro, a indústria do entretenimento tem a atenção do público. Ambos saem ganhando. E o público também, com entretenimento de qualidade. Vide o sucesso do filme “Transformers”: duas horas de comercial de uma linha de brinquedos e automóveis da General Motors.
Segundo Scott, os consumidores não estão preocupados se o seu entretenimento (programa de televisão, filme, música, jogos) foi produzido pela Paramount Pictures, pela Microsoft ou por um garoto de 16 anos em seu computador. O importante é ser transparente, relevante e que o consumidor acredite que vale a pena dedicar seu tempo a esta mensagem.
Todo o esforço de uma estratégia de Entretenimento de Marca deve estar concentrado no posicionamento da marca. Muitas vezes, o logotipo nem aparece no vídeo. Mas todos sabem que a marca está por trás daquele conteúdo, e a valorizam por isso. Outras vezes, a aparição da marca é bastante explícita, como temos no Brasil a Rádio Oi. O importante é ser honesto com o consumidor. E ele definirá se quer consumir a sua mensagem ou não.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
A PROPAGANDA É A ALMA DO NEGÓCIO
A PROPAGANDA É A ALMA DO NEGÓCIO.
Por que o nosso senso crítico deixa de funcionar no shopping e no supermercado
Ao lado de casa fizeram um prédio novo e puseram uma enorme placa com uma moça sorrindo e a frase: "Ed. Maiami Beach, um novo conceito em moradia". Fiquei imaginando que diabos a mocinha contente queria dizer com aquilo. Será que nesses apartamentos a privada fica na sala e a cama na cozinha? Ou que todo mundo mora na garagem e pára os carros nos apartamentos? Afinal um novo conceito de moradia é coisa seria mais ou menos o que um homem da idade da pedra deve ter dito pro outro quando começou a viver numa caverna ou o que o caramujo falou pra lesma em algum ponto da evolução.
No mesmo dia em que vi a placa, fui ao supermercado e fiquei reparando nas embalagens dos produtos. Um amaciante prometia um toque de flores silvestres em minha vida, um chocolate em pó tentava me convencer que se pusesse o produto no leite meu dia seria repleto de emoções e aventuras e, cúmulo do cúmulo, uma flanela anunciava uma revolução em meu lar. Uma revolução em meu lar com uma flanela?! Só se eu pusesse fogo no trapo e incendiasse tudo. Aí sim, quem sabe, sobre cinzas eu diria: um novo conceito de moradia.
Com um misto de raiva e frustração (afinal, meu carinho estava cheio de produtos, e, portanto de alguma maneira eu havia sido influenciada pelo marketing), lembrei-me de um filme chamado Crazy People.Tratava-se da história de um publicitário estafado que vai parar o hospício e, com os doidos de lá começa fazer propagandas "honestas".O comercial de uma companhia de transportes, famosa por entregar as coisas rapidamente, mostrava um caminhão fazendo absurdos no transito, as caixas caindo de um lado para o outro e,na final,o seguinte slogan:”Destruímos suas coisas, mas chegamos na hora”.A propaganda da Sony no filme era uma linha de produção com trabalhadores japoneses e outra com alemães.Os japoneses, diziam,eram mais baixinhos, por isso ficavam mais perto dos microchips e faziam rádios melhores.
Pelo menos no filme, as propagandas faziam o maior sucesso. Fiquei pensando como seria se, na realidade, os publicitários adotassem essa tática.
Será que sabão em pó, por exemplo, diria: ”igualzinho a todos os outros, mas em uma caixa, mas bonita”? Os produtos diet poderiam anunciar: ”você já é gordo, ainda por cima vai ficar se sentindo culpado?”. E um desses refrigerantes que imitam Coca, tipo Bangu- Coca traria na embalagem: “60% di sabor da coca por 50% do preço!”.
Enquanto isso não acontece, posso processar a construtora do prédio ao lado por propaganda enganosa e não pretendo fazer disso a causa da minha vida. Ainda mais agora que comprei um home theater e na caixa veio escrito: ”Emoção como você nunca viu igual”. Veremos...
Por que o nosso senso crítico deixa de funcionar no shopping e no supermercado
Ao lado de casa fizeram um prédio novo e puseram uma enorme placa com uma moça sorrindo e a frase: "Ed. Maiami Beach, um novo conceito em moradia". Fiquei imaginando que diabos a mocinha contente queria dizer com aquilo. Será que nesses apartamentos a privada fica na sala e a cama na cozinha? Ou que todo mundo mora na garagem e pára os carros nos apartamentos? Afinal um novo conceito de moradia é coisa seria mais ou menos o que um homem da idade da pedra deve ter dito pro outro quando começou a viver numa caverna ou o que o caramujo falou pra lesma em algum ponto da evolução.
No mesmo dia em que vi a placa, fui ao supermercado e fiquei reparando nas embalagens dos produtos. Um amaciante prometia um toque de flores silvestres em minha vida, um chocolate em pó tentava me convencer que se pusesse o produto no leite meu dia seria repleto de emoções e aventuras e, cúmulo do cúmulo, uma flanela anunciava uma revolução em meu lar. Uma revolução em meu lar com uma flanela?! Só se eu pusesse fogo no trapo e incendiasse tudo. Aí sim, quem sabe, sobre cinzas eu diria: um novo conceito de moradia.
Com um misto de raiva e frustração (afinal, meu carinho estava cheio de produtos, e, portanto de alguma maneira eu havia sido influenciada pelo marketing), lembrei-me de um filme chamado Crazy People.Tratava-se da história de um publicitário estafado que vai parar o hospício e, com os doidos de lá começa fazer propagandas "honestas".O comercial de uma companhia de transportes, famosa por entregar as coisas rapidamente, mostrava um caminhão fazendo absurdos no transito, as caixas caindo de um lado para o outro e,na final,o seguinte slogan:”Destruímos suas coisas, mas chegamos na hora”.A propaganda da Sony no filme era uma linha de produção com trabalhadores japoneses e outra com alemães.Os japoneses, diziam,eram mais baixinhos, por isso ficavam mais perto dos microchips e faziam rádios melhores.
Pelo menos no filme, as propagandas faziam o maior sucesso. Fiquei pensando como seria se, na realidade, os publicitários adotassem essa tática.
Será que sabão em pó, por exemplo, diria: ”igualzinho a todos os outros, mas em uma caixa, mas bonita”? Os produtos diet poderiam anunciar: ”você já é gordo, ainda por cima vai ficar se sentindo culpado?”. E um desses refrigerantes que imitam Coca, tipo Bangu- Coca traria na embalagem: “60% di sabor da coca por 50% do preço!”.
Enquanto isso não acontece, posso processar a construtora do prédio ao lado por propaganda enganosa e não pretendo fazer disso a causa da minha vida. Ainda mais agora que comprei um home theater e na caixa veio escrito: ”Emoção como você nunca viu igual”. Veremos...
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