Por Viviane Toraci
Ontem estive no auditório da Faculdade Boa Viagem para assistir à palestra “Integração Editorial e Comercial: sua marca no centro das atenções”, retransmitida via satélite do MaxiMídia em São Paulo. O palestrante Scott Donaton, norte-americano autor do livro “Madison&Vine”, apresentou cases de “Branding Entertainment”, ou seja, Entretenimento de Marca. O que também podemos chamar de “Advertisement” (Advertising + Amusement, ou Publicidade + Diversão).
O Entretenimento de Marca nasceu nos EUA devido ao medo do mercado publicitário com o novo cenário trazido pela digitalização das mídias, o qual dá ao consumidor o poder de escolher ver ou não ver as mensagens comerciais. Assim, já que as pessoas poderiam escolher não ver, seria preciso imbutir nossa mensagem publicitária nos programas, de forma divertida, sutil e relevante. Seria uma evolução do antigo merchandising em televisão e cinema. Agora, com maior aceitação do público, que já espera e aceita ver mensagens de anunciantes em seus filmes favoritos.
Para a indústria do entretenimento, que vem perdendo dinheiro com a pirataria digital, unir-se a anunciantes foi uma boa alternativa comercial. Os anunciantes têm o dinheiro, a indústria do entretenimento tem a atenção do público. Ambos saem ganhando. E o público também, com entretenimento de qualidade. Vide o sucesso do filme “Transformers”: duas horas de comercial de uma linha de brinquedos e automóveis da General Motors.
Segundo Scott, os consumidores não estão preocupados se o seu entretenimento (programa de televisão, filme, música, jogos) foi produzido pela Paramount Pictures, pela Microsoft ou por um garoto de 16 anos em seu computador. O importante é ser transparente, relevante e que o consumidor acredite que vale a pena dedicar seu tempo a esta mensagem.
Todo o esforço de uma estratégia de Entretenimento de Marca deve estar concentrado no posicionamento da marca. Muitas vezes, o logotipo nem aparece no vídeo. Mas todos sabem que a marca está por trás daquele conteúdo, e a valorizam por isso. Outras vezes, a aparição da marca é bastante explícita, como temos no Brasil a Rádio Oi. O importante é ser honesto com o consumidor. E ele definirá se quer consumir a sua mensagem ou não.
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário