quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Portais perdem participação em publicidade online, revela agência

Por Redação do IDG Now!
Publicada em 26 de fevereiro de 2008 às 19h15

São Paulo - Avenue ARazorfish mostra que anunciantes deixaram de priorizar portais e que consumidor é influenciado por blogs e fóruns.

Pela primeira vez em quatro anos, os portais perderam participação no mercado de anúncios online. Esta é uma das constatações do relatório Digital Outlook, divulgado nesta terça-feira (26/02), pela agência Avenue ARazorfish.

Em 2007, 19% dos gastos de mídia da Avenue A foram direcionados a portais - em 2006, o segmento representou 24% dos investimentos da agência em publicidade digital -, 11% a redes de anúncios, 31% a mecanismos de busca e 39% a domínios verticais.

A causa dessa mudança é o crescimento das opções de destino para os anúncios. Em 2006, a Avenue A distribuiu seus gastos em 863 sites e, no passado, esse número mais do que dobrou, atingindo 1.832 sites.

No ano passado, o faturamento da agência de marketing digital, que foi comprada no ano passado pela Microsoft por US$ 6 bilhões, somou 735 milhões de dólares, o que representa crescimento de 36% em relação a 2006.O Digital Outlook selecionou algumas tendências que devem ser observadas em 2008. As principais são:

- o impacto de uma recessão dos anúncios online nos Estados Unidos;
- a nova definição das medidas de avaliação da mídia online;
- a diminuição de aquisições de redes de anúncios;
- a explosão da mobilidade – mas não dos anúncios em aparelhos móveis;
- a revelação da Nokia como player fundamental na indústria de marketing digital;
- a ausência de padrão para anúncios em vídeo e o impacto da internet nas eleições presidenciais dos Estados Unidos.

O relatório também mostra que os consumidores estão agindo cada vez menos de forma automática. Não existe mais a seqüência marca, promoção e vendas. Em vez disso, eles “petiscam” conteúdos digitais exibidos em inúmeros tipos de dispositivos eletrônicos, trocam informações e opiniões sobre produtos, empresas e marcas. Ou seja, eles são muito mais influenciados pelo que o público expressa em blogs, fóruns e vídeos do YouTube, por exemplo, do que por campanhas publicitárias.

Comentário: o consumidor online é muito mais complexo que o "telespectador". Não podemos pensar e agir como antes - é preciso criar novos caminhos para participar da construção da imagem de marca na mente do consumidor.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

A EVOLUÇÃO DA INTERNET


grande conquista do milênio foi o surgimento da Rede Mundial de Computadores. A Internet nasceu da soma de pequenas conquistas tecnológicas feitas por cientistas extraordinários. Uma das mais vitais para o funcionamento da rede é a capacidade de um único computador dividir sua atenção com diversos usuários no mesmo instante, num processo conhecido como tempo compartilhado. Michael Dcitouzos, uma das melhores cabeças do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, contribuiu Para isso acontecer no começo dos anos 60. Sem essa habilidade,
os chamados roteadores, computadores que controlam e direcionam o tráfego na Internet lidando simultaneamente com milhares de impulsos, não poderiam existir. Com a Guerra Fria os americanos optaram por montar uma rede sem hierarquia, com interconexões redundantes, uma espécie de ninho de serpente com milhares de cabeças e ao mesmo tempo sem cabeça alguma. De modo que se os soviéticos jogassem uma bomba sobre Washington ou qualquer
Outra grande cidade a rede de computadores continuaria funcionando sem interrupção. Essa foi a planta sobre a qual a Internet foi construída. todos já sabemos das enormes transformações que a
Internet vem causando nas comunicações, no trabalho, no comércio, no entretenimento. Essa rede de computadores
descentralizada, quase anárquica, é um verdadeiro fenômeno mundial. O Brasil não está alheio a essa "revolução". Pelo contrário, estamos entre os dez países que mais utilizam a Internet. O número de internautas brasileiros ultrapassa seis milhões. Os serviços bancários (home banking) são um dos mais adiantados do mundo. Também podemos sentir um crescimento acentuado no comércio eletrônico (e-commerce), considerando que a Internet comercial no país tem menos de cinco anos. Desde a entrada da sua versão comercial, a rede fez aparecer mais profissões que quatro décadas de inovações tecnológicas não tiveram êxito de criar. No Brasil, nos últimos quatro anos, foram abertas 60.000 vagas só em provedores de acesso, na avaliação da ABRANET, associação que reúne essas empresas. O International Data Corporation, IDC, calcula em mais de 770.000 as pessoas contratadas nos Estados Unidos apenas em 1999 pela indústria de Tecnologia da informação.Para 2002, a previsão é de 850.000 empregos em solo americano e mais de 2 milhões para o resto do mundo. O IDC calcula ainda, que só na Europa 1,4 milhão de vagas na indústria da tecnologia da informação deixarão de ser preenchidas por falta de mão-de-obra qualificada. Alguns economistas acreditam que o Brasil terá de fazer um grande esforço para melhorar a educação, já que o ingresso para se juntar à revolução da informação depende de profissionais qualificados.
"O grande desafio da Internet é conectar quem está fora dela por motivos econômicos ou ideológicos".
Usuários conectados na Internet :A Internet, já neste início do ano 2.000, surge como o mais vigoroso motor da economia mundial. O desenvolvimento acelerado desta rede mundial está engolindo a economia tradicional, fazendo surgir uma nova, antecipando o futuro. A Internet passou a ser Revista Veja Vida Digital , Pág. 86, dezembro 1999. Evolução da Internet no Brasil e no Mundo encarada definitivamente como um meio de comunicação de massa cujo potencial está mexendo com os fundamentos de tudo nesse setor - do rádio à televisão, da mídia impressa ao cinema. A associação de empresas da Internet tem um potencial ilimitado, reunindo produtores de conteúdo com canais de acesso abertos a milhões de pessoas, colocando um vasto e rico conteúdo ao alcance de todos os seus usuários. É muito difícil sabermos quantos usuários estão realmente ligados à Internet, levando-se em conta que esse número muda constantemente. Calcula-se que, em 1996, havia cerca de 50 milhões de usuários e hoje esse número passa dos 275 milhões.

Usuários conectados à Internet no mundo :
Em milhões Mundo Todo 275.54

África 2.46
Asia/Pacifico 54.90
Europa 71.99
Oriente Médio 1.29
Canadá & USA 136.06
América do Sul 8.79
Fonte: http://ftp.mct.gov.br/temas/info/Pesquisas/EvolInter.pdf

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

UOL é o maior

Pesquisando a dúvida levantada em aula sobre os maiores portais web do Brasil, cheguei a este endereço com informações bastante relevantes ao mercado publicitário:
http://webinsider.uol.com.br/index.php/artigos/categorias/metricas/

E solucionando a dúvida, o UOL ainda é oficialmente o maior portal web do Brasil, segundo o IBOPE/NetRatings. Em seu último levantamento, com dados coletados no primeiro semestre de 2007, o UOL alcançou 10,495 milhões de visitantes únicos domiciliares por mês, o que lhe dá a liderança em acessos na Internet brasileira.

Comprovando em números que a Internet tem em alguns sites o perfil de veículo de comunicação de massa, podemos fazer uma comparação com o meio revista. A revista com maior número de assinantes é a Veja, com 1 milhão de assinantes e cerca de 200 mil compradores em bancas e supermercados (Fonte: IVC – Instituto Verificador de Circulação). Considerando que a Revista Veja é semanal, chegando a 4 edições por mês, e que cada exemplar pode ser lido por várias pessoas diferentes, podemos até alcançar os 10 milhões de leitores do UOL. Então, ambos os veículos são configurados como de massa. O que conta agora é a credibilidade dos veículos e a atenção dispensada pelo consumidor a cada meio (tempo de exposição à mensagem).

Celular com modem para internet

Estava lendo a revista veja de 2004, meio antiga, mas, o que importa é o contexto e li isso: Interatividade. Celular com modem para a internet. Trata-se do Nokia 6120. Talvez tenha sido lançado nessa época, não sei exatamente. Enfim, a convergência nos mais diversos suportes.

“O Nokia 6120 foi criado para responder às suas necessidades na velocidade que o seu dia exige. Ele tem Internet(38), e-mails(24) com anexo, Bluetooth(4), câmera de 2 megapixels e muito mais. Conheça.” Fonte: site Nokia.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Artigo sobre a escrita e o mundo midiático

Artigo de César Baio e Marcelo Pires de Oliveira falando sobre o advento da escrita e a importância dela na época fazendo um paralelo com a interatividade através das mídias e sua importância no mundo contemporâneo (ou pós-moderno pra quem achar melhor) vou destacar algumas partes li e achei relevante e o resto quem se interessar e quiser ler mais, abaixo está o link.

http://www.iar.unicamp.br/disciplinas/am625_2003/Cesar_e_Marcelo_artigo.html

“Para realmente entender a mutação da civilização, é preciso passar por um retorno reflexivo sobre a primeira grande transformação na ecologia das mídias: a passagem das culturas orais às culturas escritas.”

“A emergência do ciberespaço, de fato, provavelmente terá – ou já tem hoje – um efeito tão radical sobre a pragmática das comunicações quanto teve, em seu tempo, a escrita.”

A única coisa que me intrigou foi o fato dele falar sobre ÓCIO que pode trazer a TV. A convergência midiática tem seus benefícios, mas, pode também levar a alienação tudo bem que ele cita que isso é uma herança da escrita, mas, poderia ver-se uma maneira de fugir desse paradigma ao lhe dar com mídia (meios).

A publicidade na Internet

Com certeza concordo com a pesquisa feita por Carol. Com o aperfeiçoamento da publicidade, juntamente com o da internet tornou possivel esse trabalho em equipe entre "publicidade e internet". O mundo da web tornou a nossa vida bem mais atualizada e de fácil acesso às noticias e para os publicitários abriu novos caminhos, não sendo só restritos a jornal, revista e televisão como eram anteriormente. Foi um desafio superado com exito. Porém, Com toda evolução tecnológica dos últimos tempos, os publicitários vão ter um novo desafio, que será vencer os limites da televisão digital.Qual será o proposta dessa vez para continuar mantendo a publicidade Brasileira exposta para todos que assistem televisão? Qual será o melhor caminho para tornar a publicidade parceira da TV digital?

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Início de um novo semestre

Começamos um novo semestre em nosso blog, agora com novos colaboradores. Dou boas-vindas aos novos alunos da disciplina de Convergência das Mídias. Que vocês aproveitem bastante este espaço. E já começamos bem, com dois posts da Carol. Aguardo também os comentários! Vamos manter a discussão fervendo aqui, antenados em tudo que acontece com as novas tecnologias de comunicação.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Balada da Tecnologia estréia em São Paulo hoje

A partir de hoje, segunda-feira dia 11 de fevereiro, até dia 17 acontecerá a primeira edição brasileira da Campus Party, um festival de tecnologia criado na Espanha há dez anos.

Os visistantes incritos podem levar seus computadores e se instalarem em barracas lá armadas pela organização do evento, e participarão de competições de games, oficinas de astronomia e músicas e palestras sobre software livre e internet.

O evento terá duas partes: a arena e a exposição. A exposição é aberta ao público mas só quem pagou R$100 e fez a inscrição terá acesso a arena podendo levar computador, barraca e itens pessoais para"sobreviver entre as atividades e competiçoes on-line".

Os fãs de tecnologia assistirão à palestras de Steve Johnson, que lançará livros sobre comunicação digital, Jon "Maddog" Hall, programador de Linux, e de Marcos Pontes, o astronauta brasileiro.

Na arena serão oferecidas oficinas, compeonatos e atividades, jogos como "BioShock", "Crysis" e "Fifa 08". As oficinais ensinarão com aulas práticas como ajustar o computador para jogos e até como criar uma tela LCD para monitorar atividades do micro.

Fonte: G1 www.g1.com.br

Formatos de anúncios on-line

No início da publicidade on-line existiam apenas os spams e banners. Hoje em dia a Internet possui vários formatos de promoção de marcas e venda de produtos e serviços online. Há dez anos muitas agências de publicidade ainda nem utilizavam de Internet e hoje essas agência e empresas de tecnologia estão se especializando em anunciar na Internet e como se comunicar interagindo com os clientes. Tecnologias como pop-ups (janelas, menores que o browser, que se abrem automaticamente quando o internauta visualiza determinada página), floaters (uma imagem que "flutua" nas home pages), entre outros estão sendo cada vez mais utilizados, sendo raro encontrar um site que não possua nenhum desses atributos.
Também existe o interstitial e o superstitial que é uma página que se intercala no fluxo normal de navegação do website com o intuito de anunciar ou promover um produto ou serviço. Cada vez mais a publicidade online tem “menos cara de publicidade” e parece ser parte do conteúdo regular das homepages. A intenção do mercado publicitário é fazer com que isso seja enfatizado cada vez mais. O que mais irão inventar?

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Jovens europeus trocam televisão pela internet

Os utilizadores de internet na Europa estão em média 12 horas por semana online, com jovens entre os 16 e os 24 anos a dispender mais tempo online do que aquele que dedicam à televisão. Estas foram algumas das conclusões de um estudo ontem revelado, levado a cabo pela European Interactive Advertising Association (EIAA) e realizado em Setembro, em dez mercados europeus, entre os quais Reino Unido, Alemanha, Espanha, Itália, um lote que não inclui Portugal.
Segundo o Mediascope Europe, 82% dos jovens entre os 16 e os 24 anos acessam à internet entre cinco a sete dias por semana, enquanto que apenas 77% vê televisão com a mesma regularidade (números que indiciam uma quebra de 5% referente ao ano passado). Este segmento registra ainda um consumo de internet 10% acima do consumo de televisão e, cerca de metade (48%) admite que o consumo de televisão desceu em resultado direto do seu consumo de internet. Se no caso dos jovens, o consumo de televisão, ao que os dados sugerem, está diminuindo a mesma tendência não se está a verificar noutras faixas etárias com tanta prevalência. De acordo com os dados recolhidos pelo Mediascope, o consumo de televisão tem-se mantido estável nos 86%. Todavia, 75% dos inquiridos utilizam com frequência (entre cinco a sete dias por semana) a internet.
Dos 169 milhões de europeus online, oito em cada dez acessam através de uma ligação em banda larga, o que talvez explique a crescente popularidade dos serviços de vídeo online e de televisão. 30% dos inquiridos elegem ver filmes, televisão ou vídeo clips como a sua atividade favorita online, 20% fazer downloads dos mesmos, 31% ouvir rádio e, igualmente 31% fazer downloads de música.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Convergência digital e as Empresas de Mídi

Trabalhar no micro, ouvindo rádio e falando ao telefone, com as revistas espalhadas sobre a mesa. Ser informado das notícias pelo jornal de manhã, pela internet à tarde e pela TV à noite. A convergência de mídias já é um fato. Mas as empresas estão preparadas?Estamos saindo de uma era close media familiar para uma era open media, onde quem tem poder, mais que nunca, é a Sra. Audiência. Ela já escolhe o que quer saber, com que periodicidade, onde, por que meio, e ainda exige urgência, interatividade e personalização. A Convergência de Mídias, prevista por especialista há 60 anos, tornou-se uma realidade.
O consumidor já está com comportamento multimídia. Cerca de 70% dos Americanos acessam mais de uma mídia simultaneamente, sendo que 30% da audiência de 18 a 33 anos acessam mais de 3 mídias ao mesmo tempo. No dia a dia, a Sra. Audiência está muito mais conectada (em média 11h/dia na web e 6h/dia na TV) e tem como rotina provável: jornal pela manhã, internet à tarde, PDA/Celular em trânsito, TV à noite.
A Audiência não se contenta mais em ser passiva, transformando-se no agente da informação, gerando e publicando conteúdo em larga escala, criando centros de notícias, Blogs, desenvolvendo e participando de grupos temáticos e/ou sociais, com códigos e linguagens próprios e com atualização em tempo real.
Para a Convergência de Mídias acontecer foi preciso desenvolver novas tecnologias que permitissem a sua efetivação, enfocando a plena conectividade e a probabilidade do “any time, any where”. Muito já se avançou em termos tecnológicos, mas a convergência engloba muito mais que isso. Nela se inserem os negócios, os mercados, as iniciativas públicas, a regulação etc.
Trata-se de um setor em que os conteúdos, aplicações e serviços são elementos-chave. Surgem, portanto, numerosas oportunidades para as empresas em áreas como a geração de conteúdo ou os sistemas de distribuição, que podem ser acessados de diferentes redes.
E que tipo de negócio sustenta e sustentará isto? Vemos a chegada cada vez mais próxima de um modelo de publicidade local, interativa, pulverizada, multimídia e surround. As empresas de comunicação vão ter que reaprender a vender, criando “planos de multimídia”. As agências de publicidade e os anunciantes também precisarão mudar para atender seus clientes e atingir a Sra. Audiência.
Outro desafio são as métricas necessárias para pricing e para avaliação de resultados, que ainda não estão prontas. Estão sendo feitos esforços como o XMOS (Cross Media Optimization Study) e o AdsML, para padronizar tecnologicamente e mercadologicamente os anúncios, mas ainda não estão disponíveis.
Conseqüentemente, os processos de produção também estão mudados. Um dos aspectos é a organização e implantação, com uso intensivo de tecnologia, das Redações Multimídia para geração de conteúdos multimídia. Outro fator é a disponibilização das informações em tempo real, obrigando a publicação de sucessivas versões com acertos subseqüentes e públicos. Muitas destas iniciativas ainda trazem a carga cultural da origem de seus produtores, seja jornal, rádio ou TV. Mas, aos poucos, novas experiências de linguagens vêm sendo experimentadas.
A distribuição para várias mídias em tempo real endereça as facilidades dos padrões XML para que os conteúdos possam ser adaptados aos diversos dispositivos (Tablóides, Web, PDA. Telefone, tablet PC, Painéis...) e para que possam ser integrados aos sistemas aplicativos que os organizam, classificam e selecionam, visando atender de forma personalizada a Sra. Audiência.
Neste cenário, os dispositivos de recepção para o trabalho, domésticos ou pessoais, com facilidades multimídia, têm terreno fértil para prosperarem, mas não causarão a revolução nos hábitos. Esta revolução já foi feita e seus efeitos estão sendo irradiados em altíssima velocidade.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Hologramas ao invés de modelos em desfile de moda

Por Redação do IDG Now! Publicada em 06 de novembro de 2007 às 12h49

A varejista norte-americana de modas Target promove nesta terça-feira (06/11) e na quarta-feira (07/11) um desfile que, invés de modelos, utiliza hologramas em alta definição para exibir as roupas.A responsável pela criação do desfile holográfico é a empresa Musion Systems Limited. A apresentação utiliza uma técnica de ilusão chamada Eyeliner, que dá a imagens bidimensionais a impressão de profundidade.As instalações foram gravadas e serão projetadas em alta definição no Grand Central Terminal, nos Estados Unidos.A empresa incluirá vídeos do evento no YouTube e em seu site oficial.

Comentários:

- Já estamos vendo o uso comercial das novas tecnologias vistas em sala, não é ?

- O site IDG Now - http://www.idgnow.uol.com.br/ - é uma excelente fonte de informações sobre novas tecnologias e seus usos em estratégias de marketing.



quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Estudo aponta marketing viral como pouco eficaz!!

Um estudo recente da Jupiter Research revela que apenas 15% das campanhas de marketing viral atingiram o objetivo de levar os consumidores a promover a mensagem que tinha sido planeada pelos marketeers.
Intitulado "Marketing Viral: Levando a mensagem às massas", o relatório concluiu que a técnica mais usada para estimular o comportamento viral foi focar o público com influência. O Media Post, que cita o estudo, acrescenta ainda que "cerca de 55% dos marketeers ouvidos ponderam abandonar esta táctica no próximo ano".
De acordo com os dados da Jupiter Research, os utilizadores da internet mais propícios de reencaminhar mensagens publicitárias são os "relativamente mais velhos", comparativamente aos grupos mais jovens. Enquanto os últimos utilizam com maior frequência as redes sociais, os consumidores maduros mostraram dar um uso superior ao e-mail e ao vídeo. Significa, portanto, que "o marketing viral está a alienar das campanhas o público-alvo tradicional para os seus produtos e marcas". Por outro lado, ao apostar nas ‘social networks', esquece que estes canais têm quebras de utilização muito abruptas, que comprometem a transmissão das mensagens.

domingo, 28 de outubro de 2007

A Convergência de Mídias como Ferramenta na Construção das Inteligências Coletivas

Não se pode pensar sobre a convergência de mídias sem refletir sobre o cotidiano, o presente. Aí está a grande dificuldade. Trata-se de um processo do qual todos somos testemunhas e ao mesmo tempo atores.
Dois importantes componentes nesta fusão que está se estabelecendo entre tv, rádio, internet e veículos impressos são a digitalização do conhecimento e a disponibilidade deste saber acumulado numa rede mundial de difícil controle.
A própria estrutura da internet revela algumas coisas. O principal protocolo, que carrega as informações nos diferentes meios que formam a rede – o IP Internet Protocol -, transmite os pacotes de informação com o mínimo esforço e não tem qualidade de serviço. Esta é a grande dificuldade de mandar sinais digitais de imagem e som na internet, pois os pacotes multimídias precisam chegar no destino certo e em uma ordem determinada, o que não é necessidade primordial para o transporte de dados.
Porém o que podemos tirar como reflexão destas concepções técnicas das redes de dados IP que estão sendo sanadas pelos engenheiros, para que brevemente possamos ver vídeo de qualidade em computadores e outros dispositivos? A resposta a esta questão é a dificuldade de controle do fluxo de conhecimento que irrompe as casas. Hoje, a "navegação" na Internet permite aprender tanto a fabricar bombas quanto fazer um passeio no Louvre. O desafio do educador é como transformar essa experiência virtual numa ação prazerosa e produtiva na realidade do educando.
Há vários entusiastas da chamada democracia virtual, que a Internet pode estar proporcionando à civilização, entre eles, o filósofo Piérre Levy. Antes de falar dos conceitos que ele prega tais como, cibercultura e mais recentemente inteligências coletivas, gostaria de colocar algumas observações sobre a América Latina e o Brasil.
Atualmente, no mundo, o número de computadores se iguala ao número de aparelhos de TV. Mais de 600 milhões de pessoas têm algum tipo de acesso à internet. Em 2001, as estatísticas oficiais mostravam que metade dos brasileiros nunca usou um telefone fixo e que, de cada cem nativos, só seis possuem computador. Cerca de 13 milhões de pessoas no Brasil estão conectadas à rede, menos de 10% da população. A Argentina, mergulhada em caos econômico, tem números mais animadores sobre a questão. Diante destes dados, é quase uma verdade irrefutável que a exclusão digital é um problema que merece da atenção do governo, da sociedade e do ambiente acadêmico brasileiro.
O acesso à banda larga, que permite a visualização de vídeos em computadores e outros dispositivos como uma experiência razoavelmente interessante e divertida, é ainda mais elitizado. Precisamos equipar as escolas públicas com acesso à Internet de alta velocidade. É estratégico que novos governos pensem nisso como prioridade. As políticas de telecomunicações devem enfatizar a inclusão digital da sociedade brasileira.
Piérre Lévy, em recente visita ao Brasil, compartilha desta opinião da intervenção do Estado para garantir a inclusão digital. Ele acredita que o anafalbetismo e a falta de recursos culturais são os grandes vilões para este acesso. O filósofo tem estudado o quanto as comunidades virtuais podem contribuir com o avanço da humanidade.
Neste sentido, uma de suas contribuições é o conceito de Inteligências Coletivas. Ele afirma que a Internet pode criar uma espécie de "ágora virtual", onde os cidadãos poderão deliberar sobre assuntos que lhe concernem diretamente, criando espaços virtuais temáticos onde compartilhem suas inteligências individuais, memórias, percepções, imaginações, resultando numa aprendizagem coletiva, enfim, na troca de conhecimentos.
O processo de convergência de mídias, que tem feito os jornalistas ( esses artífices da comunicação) pensarem muito sobre seu trabalho é um dos motores na formação destas Inteligências Coletivas. Segundo Pierre Lévy, "quanto mais esses órgãos de comunicação se aperfeiçoam, mais essa memória se torna vasta e mais o ecossistema das idéias se transforma, a inteligência coletiva aumenta, se complexifica e evolui com rapidez."
Ainda expondo sobre este conceito, o filósofo concentra três pólos de significação do capital da Inteligência Coletiva: o técnico, o cultural e o social.
O capital técnico consiste no ambiente físico, na mídia e nos próprios computadores ligados à internet. Vimos já que o problema da exclusão digital diz respeito diretamente a este pólo.
O capital cultural está no pólo do signo e é a memória gravada da cultura. Trata-se da estrutura abstrata das idéias e da maneira que são representadas. O descaso com a memória brasileira têm se repetido no mundo digital. Quais são os esforços para digitalização do conhecimento brasileiro? Poucos. O site da Biblioteca Nacional é um dos esforços neste sentido. A migração de mídias, que hoje se dá, está enterrando a produção cultural do país. Um dos maiores exemplos é a música. Nos últimos 20 anos assistimos à transição do vinil para o cd e agora para o cd-r. O quanto está perdido neste interregnos de tecnologia? Historiadores irão dizer com mais precisão.
Já o capital social está na reunião das idéias produzidas pela população e dependem do regime político em questão. Vivemos numa democracia ocidental, onde o Estado se propõe, desde a Constituição de 88, a se organizar em parceria com a sociedade nos conselhos de direitos. Porém, o cidadão não vislumbra com facilidade esta opção de participação política na sociedade. Não existe uma política enraizada de integração destes conselhos, que, em sua natureza, são municipais ou locais. Seria interessante colocá-los em rede. Assim como, volto a citar, urge que as escolas públicas brasileiras estejam em rede e interagindo.
Experiência pioneira neste sentido é a TV Escola e o Canal Saúde, ambos canais de TV Aberta em UHF, que podem ser vistos no Brasil inteiro através de antenas parabólicas analógicas. A TV interativa digital permitirá que o aluno interfira na programação, tenha contato direto com um especialista ou tutor, dependendo da programação e ainda poderá partilhar experiências com jovens de diferentes localidades do país.
Enfim, há ainda a questão levantada por filósofos e pelo sociólogo Manuel Castells: a revolução tecnológica muda costumes e a apreensão da informação ou a mudança de mentalidade que constrói novos canais de informação? Creio que há quarenta anos atrás, Marshall Macluhan já tinha a resposta para questão - "não há como dissociar o meio da mensagem". É por isso que seus conceitos estão sendo revisitados. O educador precisa adaptar seu conteúdo, entender o processo de aprendizagem frente às novas perspectivas que a tv interativa possibilita e tirar o maior proveito delas.
O receptor na tv interativa deixa de ser passivo no processo comunicacional. Ele assume o papel de emissor também. Podemos citar como efeitos do uso de hiperlinks nas imagens em movimento: a segmentação de público, a personalização de programação, o aumento da capacidade de crítica, a busca de conhecimento e a interação com outros espectadores. Tudo isso beneficiará imensamente a população brasileira na busca pelo saber. Aguardemos os novos tempos, partilhado do otimismo de Piérre Levy.

sábado, 27 de outubro de 2007

TV Digital

A TV digital deverá começar a funcionar no final do ano que vem no Brasil. Segundo cronograma divulgado ontem pelo Ministério das Comunicações, as transmissões começam pela região metropolitana de São Paulo, em dezembro de 2007.As demais capitais começam as transmissões em dezembro de 2009, e todos os outros municípios, em dezembro de 2013. Inicialmente, as emissoras continuarão usando também o sistema analógico, que só será desligado no final de junho de 2016, sempre segundo o cronograma apresentado ontem.O ministro Hélio Costa (Comunicações) ressalvou que o cronograma é "conservador" e que a implantação pode até ocorrer antes do previsto.

No final de junho deste ano, o governo anunciou oficialmente a escolha do padrão japonês (ISDB) para as transmissões de TV digital, dizendo que ele teria se mostrado tecnicamente mais "robusto" para transmissões para receptores móveis. O padrão era o preferido das emissoras de TV, porque, em tese, torna mais difícil a entrada das empresas de telefonia no mercado televisivo.

O padrão japonês disputou com os padrões europeu (DVB) e americano (ATSC). De acordo com o governo brasileiro, o Japão teria se comprometido a estudar a viabilidade da instalação no Brasil de uma fábrica de semicondutores e estaria comprometido com a possibilidade de transferência de tecnologia.

Ontem, o ministro Hélio Costa (Comunicações), ao anunciar o cronograma, disse que o governo federal enviará correspondência ao Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária, órgão que representa os governos estaduais) em que pedirá a redução da alíquota de ICMS (que varia aproximadamente de 10% a 15%) para a importação de equipamentos sem similar nacional que serão usados no processo de digitalização das redes das emissoras.

Segundo Costa, o custo de digitalizar as transmissões de uma emissora é de, aproximadamente, US$ 1,6 milhão. A principal diferença entre a TV digital e a analógica --além da maior definição da imagem e do som-- é a capacidade de interação com o telespectador. A interatividade deve transformar o ensino à distância e o comércio de produtos pela TV.

Segundo Costa, o custo de digitalizar as transmissões de uma emissora é de, aproximadamente, US$ 1,6 milhão. A principal diferença entre a TV digital e a analógica --além da maior definição da imagem e do som-- é a capacidade de interação com o telespectador. A interatividade deve transformar o ensino à distância e o comércio de produtos pela TV.

Hélio Costa avaliou que a mudança terá menor impacto no bolso do telespectador do que a mudança de preto-e-branco para cores, no início dos anos 1970. "O aparelho em cores custava cinco vezes mais que o preto-e-branco", disse o ministro.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Evento da ESPM aborda novos ambientes da comunicação

O 2º Encontro ESPM de Comunicação e Marketing - As Arenas da Comunicação com o Mercado, que acontecerá nos dias 6,7 e 8 de novembro em São Paulo, traz em sua proposta analisar "a utilização pelas empresas de megashows, desfiles de moda, competições esportivas e do próprio varejo como veículos que suplementam a ação da propaganda tradicional em mídia". Esta apresentação do evento, sua programação e temas em discussão estão no site www.espm.br/encontroespm.

Muito interessante é ver os temas dos artigos acadêmicos aprovados para apresentação no evento, os quais discutem advergames, moda e comunicação, novas mídias convergentes, entre outros assuntos abordados em nossa disciplina. O próprio site do evento é um bom exemplo de webdesign, com boa utilização da ferramenta Flash.

Para quem quiser, dá uma olhadinha no site. E para quem puder, vale a pena ir ao evento.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Ainda sobre a palestra de Scott Donaton (essa palestra deu o que falar literalmente, todos os sites tem comentarios sobre!!!):

A integração da propaganda nas formas tradicionais da publicidade, intitulada entretenimento de marca, ou branded content, ou ainda brand entreteiment, foi o centro do debate com Scott Donaton, publisher da Advertising Age, durante o MaxiMidia deste ano. Ele fala sobre a união quase que obrigatória entre a publicidade e o entretenimento e evidencia que este encontro funciona para ambos os lados. Para esclarecer o assunto, o executivo conta que a campanha de lançamento do filme “Transformers” serviu como propaganda para brinquedos e automóveis
Há cinco anos, sabe-se que o foco dos anunciantes era a mídia tradicional. Com o desenvolvimento do entretenimento, surge também uma linha paralela aos meios tradicionais de propaganda. Este caminho aponta para os consumidores que buscam a mídia na Internet, por exemplo. Donaton usou um comercial da BMW para ilustrar esta tendência do consumidor moderno. Um anúncio publicitário diferenciado e direcionado para um público mais integrado com as mídias modernas gerou um grande retorno para as marcas e agregou valor para elas. Para Scott Donaton, a Internet estende a experiência com a marca.
O que importa é a idéia:
Seguindo a característica das estratégias de marketing de ousar, arriscar novas formas de se comunicar com o consumidor, Donaton mostrou que é preciso ter autorização para falhar e desta forma experimentar novas idéias e aprender com os erros cometidos. Por outro lado, muitas campanhas de marketing obtêm o retorno planejado mesmo quando criadas de forma inovadora. A marca de fast-food Burger King realizou uma campanha que integra o site da companhia à uma linha de vídeo game. Jogos conhecidos do público foram adaptados ao personagem da marca e se transformaram em sucesso nas vendas de produtos Burger King. “Isto é entretenimento de marca. A distribuição não importa, mas sim o público e os parceiros que estão integrados ao projeto”, diz Scott Donaton.

Mais informações no site :
http://www.mundodomarketing.com.br/2006/ver_reportagens.asp?cod=2302

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

MaxiMídia 2007 discute convergência de conteúdos

Por Viviane Toraci

Ontem estive no auditório da Faculdade Boa Viagem para assistir à palestra “Integração Editorial e Comercial: sua marca no centro das atenções”, retransmitida via satélite do MaxiMídia em São Paulo. O palestrante Scott Donaton, norte-americano autor do livro “Madison&Vine”, apresentou cases de “Branding Entertainment”, ou seja, Entretenimento de Marca. O que também podemos chamar de “Advertisement” (Advertising + Amusement, ou Publicidade + Diversão).

O Entretenimento de Marca nasceu nos EUA devido ao medo do mercado publicitário com o novo cenário trazido pela digitalização das mídias, o qual dá ao consumidor o poder de escolher ver ou não ver as mensagens comerciais. Assim, já que as pessoas poderiam escolher não ver, seria preciso imbutir nossa mensagem publicitária nos programas, de forma divertida, sutil e relevante. Seria uma evolução do antigo merchandising em televisão e cinema. Agora, com maior aceitação do público, que já espera e aceita ver mensagens de anunciantes em seus filmes favoritos.

Para a indústria do entretenimento, que vem perdendo dinheiro com a pirataria digital, unir-se a anunciantes foi uma boa alternativa comercial. Os anunciantes têm o dinheiro, a indústria do entretenimento tem a atenção do público. Ambos saem ganhando. E o público também, com entretenimento de qualidade. Vide o sucesso do filme “Transformers”: duas horas de comercial de uma linha de brinquedos e automóveis da General Motors.

Segundo Scott, os consumidores não estão preocupados se o seu entretenimento (programa de televisão, filme, música, jogos) foi produzido pela Paramount Pictures, pela Microsoft ou por um garoto de 16 anos em seu computador. O importante é ser transparente, relevante e que o consumidor acredite que vale a pena dedicar seu tempo a esta mensagem.

Todo o esforço de uma estratégia de Entretenimento de Marca deve estar concentrado no posicionamento da marca. Muitas vezes, o logotipo nem aparece no vídeo. Mas todos sabem que a marca está por trás daquele conteúdo, e a valorizam por isso. Outras vezes, a aparição da marca é bastante explícita, como temos no Brasil a Rádio Oi. O importante é ser honesto com o consumidor. E ele definirá se quer consumir a sua mensagem ou não.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

A PROPAGANDA É A ALMA DO NEGÓCIO

A PROPAGANDA É A ALMA DO NEGÓCIO.
Por que o nosso senso crítico deixa de funcionar no shopping e no supermercado

Ao lado de casa fizeram um prédio novo e puseram uma enorme placa com uma moça sorrindo e a frase: "Ed. Maiami Beach, um novo conceito em moradia". Fiquei imaginando que diabos a mocinha contente queria dizer com aquilo. Será que nesses apartamentos a privada fica na sala e a cama na cozinha? Ou que todo mundo mora na garagem e pára os carros nos apartamentos? Afinal um novo conceito de moradia é coisa seria mais ou menos o que um homem da idade da pedra deve ter dito pro outro quando começou a viver numa caverna ou o que o caramujo falou pra lesma em algum ponto da evolução.

No mesmo dia em que vi a placa, fui ao supermercado e fiquei reparando nas embalagens dos produtos. Um amaciante prometia um toque de flores silvestres em minha vida, um chocolate em pó tentava me convencer que se pusesse o produto no leite meu dia seria repleto de emoções e aventuras e, cúmulo do cúmulo, uma flanela anunciava uma revolução em meu lar. Uma revolução em meu lar com uma flanela?! Só se eu pusesse fogo no trapo e incendiasse tudo. Aí sim, quem sabe, sobre cinzas eu diria: um novo conceito de moradia.
Com um misto de raiva e frustração (afinal, meu carinho estava cheio de produtos, e, portanto de alguma maneira eu havia sido influenciada pelo marketing), lembrei-me de um filme chamado Crazy People.Tratava-se da história de um publicitário estafado que vai parar o hospício e, com os doidos de lá começa fazer propagandas "honestas".O comercial de uma companhia de transportes, famosa por entregar as coisas rapidamente, mostrava um caminhão fazendo absurdos no transito, as caixas caindo de um lado para o outro e,na final,o seguinte slogan:”Destruímos suas coisas, mas chegamos na hora”.A propaganda da Sony no filme era uma linha de produção com trabalhadores japoneses e outra com alemães.Os japoneses, diziam,eram mais baixinhos, por isso ficavam mais perto dos microchips e faziam rádios melhores.

Pelo menos no filme, as propagandas faziam o maior sucesso. Fiquei pensando como seria se, na realidade, os publicitários adotassem essa tática.
Será que sabão em pó, por exemplo, diria: ”igualzinho a todos os outros, mas em uma caixa, mas bonita”? Os produtos diet poderiam anunciar: ”você já é gordo, ainda por cima vai ficar se sentindo culpado?”. E um desses refrigerantes que imitam Coca, tipo Bangu- Coca traria na embalagem: “60% di sabor da coca por 50% do preço!”.

Enquanto isso não acontece, posso processar a construtora do prédio ao lado por propaganda enganosa e não pretendo fazer disso a causa da minha vida. Ainda mais agora que comprei um home theater e na caixa veio escrito: ”Emoção como você nunca viu igual”. Veremos...

terça-feira, 25 de setembro de 2007

A propaganda não morreu. Você é que está ficando velho

Mauro Brasil - Profissional de Comunicação dos Correios (VOX NEWS) – 26/06/2007


De tempos em tempos, surge alguma teoria para desbancar a propaganda convencional. Isto é bom para, no mínimo, nos fazer pensar sobre os rumos do nosso trabalho. O fato é que nos últimos anos tem havido uma explosão de rotas alternativas na indústria da comunicação. Coisas como guerrilha, buzz, word of mouth, viral, ambush, product placement, advergame, ambient marketing, stunt, branded content, advertainment, entre outros, têm tido cada vez mais um aumento de popularidade. Principalmente entre os clientes. Quem ainda não ouviu algum cliente pedir uma campanha de marketing viral de baixíssimo custo e grande audiência? Modismos à parte, a verdade é que a propaganda não é mais a mesma. O consumidor não é bobo e já conhece todas aquelas fórmulas que você insiste em usar. É, companheiro. Está cada vez mais difícil convencer o seu Manoel da padaria de que o seu produto é o melhor. De qualquer maneira, existem algumas lições que nós devemos aprender. A partir de agora, quando a gente receber o mesmo briefing de sempre, vamos experimentar pensar um pouco em: *Proximidade (ou ficando cada vez mais perto e pessoal). Significa cortar caminhos para falar com o consumidor. O esquema tradicional Marca > Mídia > Consumidor está muito caro e sem os mesmos resultados de outrora. Este conceito propõe um caminho do tipo Marca > Consumidor. Dois exemplos disso: O primeiro é uma ação da Sony Ericsson para promover o novo celular T68i com câmera digital. 60 atores fizeram-se passar por turistas em pontos estratégicos dos EUA, como o Empire State Building. Eles pediam para que as pessoas tirassem fotos com o celular, fazendo elas prestarem atenção no modelo enquanto explicavam como funcionava. O segundo foi uma ação criada pela Jupiter Drawing Room para um estúdio de tatoo chamado Kevins Kustom Tatoo. Em clubes e boates modernas da África do Sul - que normalmente utilizam carimbos como passaporte - os freqüentadores tinham o braço “tatuado” com o nome e o telefone do estúdio. No fim da noite, o público-alvo não apenas sabia aonde ir para fazer uma tatoo, mas ele mesmo havia feito um “branding”. *Exclusividade (ou indo aonde os competidores não estão). A Mercedes-Benz transformou o Ritz Carlton em um canal exclusivo para o lançamento do CLS 500. Durante o tempo em que estivessem no Ritz, os hóspedes tinham a disposição o CLS 500 sem limite de quilometragem, tanque completo toda manhã e estacionamento gratuito durante a noite. De acordo como o Ritz Carlton, diversos hóspedes decidiram-se por comprar o novo Mercedes-Benz a partir deste novo test drive. *Invisibilidade (ou movendo a marca para o background). Enquanto visibilidade é o mantra na propaganda convencional, a proposta agora é que para ser mais efetivo é preciso chamar a atenção por ser pequeno ou invisível. O melhor exemplo é a ação “Hype Gallery” da HP, criada pela Publicis de Londres. É o seguinte: a HP criou uma galeria de arte e convidou artistas de diversas mídias a participarem com seus trabalhos, bastando para isso utilizarem como inspiração palavras e frases com as letras “H” e “P”. As artes eram impressas nas novas impressoras da marca e os videos eram exibidos em projetores HP no ambiente “HYPE film bunker”. O resultado foi a participação de 1.193 artistas gráficos, 94 videomakers e a visita de mais de 4.000 pessoas à galeria. Como efeito amplificador – e para dar vazão aos trabalhos enviados – foi criado o site www.hypegallery.com que contou com 5 milhões e meio de acessos. A estratégia foi repetida em Singapura, Berlim, Paris e Milão. *Imprevisibilidade (ou pegando os consumidores com a guarda baixa). Resumindo é o seguinte: não espere enquadrar o consumidor em uma categoria pré-definida. Experimente fazer ele viver a marca quando menos imagina. A Adidas fez isso com a ação “Be the ball”, no lançamento da bola oficial da Copa do Mundo no ano passado. Foi montado uma estrutura de bungie jump em forma de bola de futebol. As pessoas eram convidadas a entrar em uma bola gigante de 2,5 metros, sendo lançadas no ar a mais de 170 km por hora. A proposta era fazer as pessoas se sentirem como uma bola de futebol, enquanto uma câmera filmava a reação dos participantes e transmitia em dois telões de plasma instalados no local.

Estes são apenas alguns caminhos. O fato é que em um mundo entupido de informação, ou você se diferencia ou você está morto.