Os utilizadores de internet na Europa estão em média 12 horas por semana online, com jovens entre os 16 e os 24 anos a dispender mais tempo online do que aquele que dedicam à televisão. Estas foram algumas das conclusões de um estudo ontem revelado, levado a cabo pela European Interactive Advertising Association (EIAA) e realizado em Setembro, em dez mercados europeus, entre os quais Reino Unido, Alemanha, Espanha, Itália, um lote que não inclui Portugal.
Segundo o Mediascope Europe, 82% dos jovens entre os 16 e os 24 anos acessam à internet entre cinco a sete dias por semana, enquanto que apenas 77% vê televisão com a mesma regularidade (números que indiciam uma quebra de 5% referente ao ano passado). Este segmento registra ainda um consumo de internet 10% acima do consumo de televisão e, cerca de metade (48%) admite que o consumo de televisão desceu em resultado direto do seu consumo de internet. Se no caso dos jovens, o consumo de televisão, ao que os dados sugerem, está diminuindo a mesma tendência não se está a verificar noutras faixas etárias com tanta prevalência. De acordo com os dados recolhidos pelo Mediascope, o consumo de televisão tem-se mantido estável nos 86%. Todavia, 75% dos inquiridos utilizam com frequência (entre cinco a sete dias por semana) a internet.
Dos 169 milhões de europeus online, oito em cada dez acessam através de uma ligação em banda larga, o que talvez explique a crescente popularidade dos serviços de vídeo online e de televisão. 30% dos inquiridos elegem ver filmes, televisão ou vídeo clips como a sua atividade favorita online, 20% fazer downloads dos mesmos, 31% ouvir rádio e, igualmente 31% fazer downloads de música.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Convergência digital e as Empresas de Mídi
Trabalhar no micro, ouvindo rádio e falando ao telefone, com as revistas espalhadas sobre a mesa. Ser informado das notícias pelo jornal de manhã, pela internet à tarde e pela TV à noite. A convergência de mídias já é um fato. Mas as empresas estão preparadas?Estamos saindo de uma era close media familiar para uma era open media, onde quem tem poder, mais que nunca, é a Sra. Audiência. Ela já escolhe o que quer saber, com que periodicidade, onde, por que meio, e ainda exige urgência, interatividade e personalização. A Convergência de Mídias, prevista por especialista há 60 anos, tornou-se uma realidade.
O consumidor já está com comportamento multimídia. Cerca de 70% dos Americanos acessam mais de uma mídia simultaneamente, sendo que 30% da audiência de 18 a 33 anos acessam mais de 3 mídias ao mesmo tempo. No dia a dia, a Sra. Audiência está muito mais conectada (em média 11h/dia na web e 6h/dia na TV) e tem como rotina provável: jornal pela manhã, internet à tarde, PDA/Celular em trânsito, TV à noite.
A Audiência não se contenta mais em ser passiva, transformando-se no agente da informação, gerando e publicando conteúdo em larga escala, criando centros de notícias, Blogs, desenvolvendo e participando de grupos temáticos e/ou sociais, com códigos e linguagens próprios e com atualização em tempo real.
Para a Convergência de Mídias acontecer foi preciso desenvolver novas tecnologias que permitissem a sua efetivação, enfocando a plena conectividade e a probabilidade do “any time, any where”. Muito já se avançou em termos tecnológicos, mas a convergência engloba muito mais que isso. Nela se inserem os negócios, os mercados, as iniciativas públicas, a regulação etc.
Trata-se de um setor em que os conteúdos, aplicações e serviços são elementos-chave. Surgem, portanto, numerosas oportunidades para as empresas em áreas como a geração de conteúdo ou os sistemas de distribuição, que podem ser acessados de diferentes redes.
E que tipo de negócio sustenta e sustentará isto? Vemos a chegada cada vez mais próxima de um modelo de publicidade local, interativa, pulverizada, multimídia e surround. As empresas de comunicação vão ter que reaprender a vender, criando “planos de multimídia”. As agências de publicidade e os anunciantes também precisarão mudar para atender seus clientes e atingir a Sra. Audiência.
Outro desafio são as métricas necessárias para pricing e para avaliação de resultados, que ainda não estão prontas. Estão sendo feitos esforços como o XMOS (Cross Media Optimization Study) e o AdsML, para padronizar tecnologicamente e mercadologicamente os anúncios, mas ainda não estão disponíveis.
Conseqüentemente, os processos de produção também estão mudados. Um dos aspectos é a organização e implantação, com uso intensivo de tecnologia, das Redações Multimídia para geração de conteúdos multimídia. Outro fator é a disponibilização das informações em tempo real, obrigando a publicação de sucessivas versões com acertos subseqüentes e públicos. Muitas destas iniciativas ainda trazem a carga cultural da origem de seus produtores, seja jornal, rádio ou TV. Mas, aos poucos, novas experiências de linguagens vêm sendo experimentadas.
A distribuição para várias mídias em tempo real endereça as facilidades dos padrões XML para que os conteúdos possam ser adaptados aos diversos dispositivos (Tablóides, Web, PDA. Telefone, tablet PC, Painéis...) e para que possam ser integrados aos sistemas aplicativos que os organizam, classificam e selecionam, visando atender de forma personalizada a Sra. Audiência.
Neste cenário, os dispositivos de recepção para o trabalho, domésticos ou pessoais, com facilidades multimídia, têm terreno fértil para prosperarem, mas não causarão a revolução nos hábitos. Esta revolução já foi feita e seus efeitos estão sendo irradiados em altíssima velocidade.
O consumidor já está com comportamento multimídia. Cerca de 70% dos Americanos acessam mais de uma mídia simultaneamente, sendo que 30% da audiência de 18 a 33 anos acessam mais de 3 mídias ao mesmo tempo. No dia a dia, a Sra. Audiência está muito mais conectada (em média 11h/dia na web e 6h/dia na TV) e tem como rotina provável: jornal pela manhã, internet à tarde, PDA/Celular em trânsito, TV à noite.
A Audiência não se contenta mais em ser passiva, transformando-se no agente da informação, gerando e publicando conteúdo em larga escala, criando centros de notícias, Blogs, desenvolvendo e participando de grupos temáticos e/ou sociais, com códigos e linguagens próprios e com atualização em tempo real.
Para a Convergência de Mídias acontecer foi preciso desenvolver novas tecnologias que permitissem a sua efetivação, enfocando a plena conectividade e a probabilidade do “any time, any where”. Muito já se avançou em termos tecnológicos, mas a convergência engloba muito mais que isso. Nela se inserem os negócios, os mercados, as iniciativas públicas, a regulação etc.
Trata-se de um setor em que os conteúdos, aplicações e serviços são elementos-chave. Surgem, portanto, numerosas oportunidades para as empresas em áreas como a geração de conteúdo ou os sistemas de distribuição, que podem ser acessados de diferentes redes.
E que tipo de negócio sustenta e sustentará isto? Vemos a chegada cada vez mais próxima de um modelo de publicidade local, interativa, pulverizada, multimídia e surround. As empresas de comunicação vão ter que reaprender a vender, criando “planos de multimídia”. As agências de publicidade e os anunciantes também precisarão mudar para atender seus clientes e atingir a Sra. Audiência.
Outro desafio são as métricas necessárias para pricing e para avaliação de resultados, que ainda não estão prontas. Estão sendo feitos esforços como o XMOS (Cross Media Optimization Study) e o AdsML, para padronizar tecnologicamente e mercadologicamente os anúncios, mas ainda não estão disponíveis.
Conseqüentemente, os processos de produção também estão mudados. Um dos aspectos é a organização e implantação, com uso intensivo de tecnologia, das Redações Multimídia para geração de conteúdos multimídia. Outro fator é a disponibilização das informações em tempo real, obrigando a publicação de sucessivas versões com acertos subseqüentes e públicos. Muitas destas iniciativas ainda trazem a carga cultural da origem de seus produtores, seja jornal, rádio ou TV. Mas, aos poucos, novas experiências de linguagens vêm sendo experimentadas.
A distribuição para várias mídias em tempo real endereça as facilidades dos padrões XML para que os conteúdos possam ser adaptados aos diversos dispositivos (Tablóides, Web, PDA. Telefone, tablet PC, Painéis...) e para que possam ser integrados aos sistemas aplicativos que os organizam, classificam e selecionam, visando atender de forma personalizada a Sra. Audiência.
Neste cenário, os dispositivos de recepção para o trabalho, domésticos ou pessoais, com facilidades multimídia, têm terreno fértil para prosperarem, mas não causarão a revolução nos hábitos. Esta revolução já foi feita e seus efeitos estão sendo irradiados em altíssima velocidade.
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Hologramas ao invés de modelos em desfile de moda
Por Redação do IDG Now! Publicada em 06 de novembro de 2007 às 12h49A varejista norte-americana de modas Target promove nesta terça-feira (06/11) e na quarta-feira (07/11) um desfile que, invés de modelos, utiliza hologramas em alta definição para exibir as roupas.A responsável pela criação do desfile holográfico é a empresa Musion Systems Limited. A apresentação utiliza uma técnica de ilusão chamada Eyeliner, que dá a imagens bidimensionais a impressão de profundidade.As instalações foram gravadas e serão projetadas em alta definição no Grand Central Terminal, nos Estados Unidos.A empresa incluirá vídeos do evento no YouTube e em seu site oficial.
Comentários:
- Já estamos vendo o uso comercial das novas tecnologias vistas em sala, não é ?
- O site IDG Now - http://www.idgnow.uol.com.br/ - é uma excelente fonte de informações sobre novas tecnologias e seus usos em estratégias de marketing.
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Estudo aponta marketing viral como pouco eficaz!!
Um estudo recente da Jupiter Research revela que apenas 15% das campanhas de marketing viral atingiram o objetivo de levar os consumidores a promover a mensagem que tinha sido planeada pelos marketeers.
Intitulado "Marketing Viral: Levando a mensagem às massas", o relatório concluiu que a técnica mais usada para estimular o comportamento viral foi focar o público com influência. O Media Post, que cita o estudo, acrescenta ainda que "cerca de 55% dos marketeers ouvidos ponderam abandonar esta táctica no próximo ano".
De acordo com os dados da Jupiter Research, os utilizadores da internet mais propícios de reencaminhar mensagens publicitárias são os "relativamente mais velhos", comparativamente aos grupos mais jovens. Enquanto os últimos utilizam com maior frequência as redes sociais, os consumidores maduros mostraram dar um uso superior ao e-mail e ao vídeo. Significa, portanto, que "o marketing viral está a alienar das campanhas o público-alvo tradicional para os seus produtos e marcas". Por outro lado, ao apostar nas ‘social networks', esquece que estes canais têm quebras de utilização muito abruptas, que comprometem a transmissão das mensagens.
Intitulado "Marketing Viral: Levando a mensagem às massas", o relatório concluiu que a técnica mais usada para estimular o comportamento viral foi focar o público com influência. O Media Post, que cita o estudo, acrescenta ainda que "cerca de 55% dos marketeers ouvidos ponderam abandonar esta táctica no próximo ano".
De acordo com os dados da Jupiter Research, os utilizadores da internet mais propícios de reencaminhar mensagens publicitárias são os "relativamente mais velhos", comparativamente aos grupos mais jovens. Enquanto os últimos utilizam com maior frequência as redes sociais, os consumidores maduros mostraram dar um uso superior ao e-mail e ao vídeo. Significa, portanto, que "o marketing viral está a alienar das campanhas o público-alvo tradicional para os seus produtos e marcas". Por outro lado, ao apostar nas ‘social networks', esquece que estes canais têm quebras de utilização muito abruptas, que comprometem a transmissão das mensagens.
domingo, 28 de outubro de 2007
A Convergência de Mídias como Ferramenta na Construção das Inteligências Coletivas
Não se pode pensar sobre a convergência de mídias sem refletir sobre o cotidiano, o presente. Aí está a grande dificuldade. Trata-se de um processo do qual todos somos testemunhas e ao mesmo tempo atores.
Dois importantes componentes nesta fusão que está se estabelecendo entre tv, rádio, internet e veículos impressos são a digitalização do conhecimento e a disponibilidade deste saber acumulado numa rede mundial de difícil controle.
A própria estrutura da internet revela algumas coisas. O principal protocolo, que carrega as informações nos diferentes meios que formam a rede – o IP Internet Protocol -, transmite os pacotes de informação com o mínimo esforço e não tem qualidade de serviço. Esta é a grande dificuldade de mandar sinais digitais de imagem e som na internet, pois os pacotes multimídias precisam chegar no destino certo e em uma ordem determinada, o que não é necessidade primordial para o transporte de dados.
Porém o que podemos tirar como reflexão destas concepções técnicas das redes de dados IP que estão sendo sanadas pelos engenheiros, para que brevemente possamos ver vídeo de qualidade em computadores e outros dispositivos? A resposta a esta questão é a dificuldade de controle do fluxo de conhecimento que irrompe as casas. Hoje, a "navegação" na Internet permite aprender tanto a fabricar bombas quanto fazer um passeio no Louvre. O desafio do educador é como transformar essa experiência virtual numa ação prazerosa e produtiva na realidade do educando.
Há vários entusiastas da chamada democracia virtual, que a Internet pode estar proporcionando à civilização, entre eles, o filósofo Piérre Levy. Antes de falar dos conceitos que ele prega tais como, cibercultura e mais recentemente inteligências coletivas, gostaria de colocar algumas observações sobre a América Latina e o Brasil.
Atualmente, no mundo, o número de computadores se iguala ao número de aparelhos de TV. Mais de 600 milhões de pessoas têm algum tipo de acesso à internet. Em 2001, as estatísticas oficiais mostravam que metade dos brasileiros nunca usou um telefone fixo e que, de cada cem nativos, só seis possuem computador. Cerca de 13 milhões de pessoas no Brasil estão conectadas à rede, menos de 10% da população. A Argentina, mergulhada em caos econômico, tem números mais animadores sobre a questão. Diante destes dados, é quase uma verdade irrefutável que a exclusão digital é um problema que merece da atenção do governo, da sociedade e do ambiente acadêmico brasileiro.
O acesso à banda larga, que permite a visualização de vídeos em computadores e outros dispositivos como uma experiência razoavelmente interessante e divertida, é ainda mais elitizado. Precisamos equipar as escolas públicas com acesso à Internet de alta velocidade. É estratégico que novos governos pensem nisso como prioridade. As políticas de telecomunicações devem enfatizar a inclusão digital da sociedade brasileira.
Piérre Lévy, em recente visita ao Brasil, compartilha desta opinião da intervenção do Estado para garantir a inclusão digital. Ele acredita que o anafalbetismo e a falta de recursos culturais são os grandes vilões para este acesso. O filósofo tem estudado o quanto as comunidades virtuais podem contribuir com o avanço da humanidade.
Neste sentido, uma de suas contribuições é o conceito de Inteligências Coletivas. Ele afirma que a Internet pode criar uma espécie de "ágora virtual", onde os cidadãos poderão deliberar sobre assuntos que lhe concernem diretamente, criando espaços virtuais temáticos onde compartilhem suas inteligências individuais, memórias, percepções, imaginações, resultando numa aprendizagem coletiva, enfim, na troca de conhecimentos.
O processo de convergência de mídias, que tem feito os jornalistas ( esses artífices da comunicação) pensarem muito sobre seu trabalho é um dos motores na formação destas Inteligências Coletivas. Segundo Pierre Lévy, "quanto mais esses órgãos de comunicação se aperfeiçoam, mais essa memória se torna vasta e mais o ecossistema das idéias se transforma, a inteligência coletiva aumenta, se complexifica e evolui com rapidez."
Ainda expondo sobre este conceito, o filósofo concentra três pólos de significação do capital da Inteligência Coletiva: o técnico, o cultural e o social.
O capital técnico consiste no ambiente físico, na mídia e nos próprios computadores ligados à internet. Vimos já que o problema da exclusão digital diz respeito diretamente a este pólo.
O capital cultural está no pólo do signo e é a memória gravada da cultura. Trata-se da estrutura abstrata das idéias e da maneira que são representadas. O descaso com a memória brasileira têm se repetido no mundo digital. Quais são os esforços para digitalização do conhecimento brasileiro? Poucos. O site da Biblioteca Nacional é um dos esforços neste sentido. A migração de mídias, que hoje se dá, está enterrando a produção cultural do país. Um dos maiores exemplos é a música. Nos últimos 20 anos assistimos à transição do vinil para o cd e agora para o cd-r. O quanto está perdido neste interregnos de tecnologia? Historiadores irão dizer com mais precisão.
Já o capital social está na reunião das idéias produzidas pela população e dependem do regime político em questão. Vivemos numa democracia ocidental, onde o Estado se propõe, desde a Constituição de 88, a se organizar em parceria com a sociedade nos conselhos de direitos. Porém, o cidadão não vislumbra com facilidade esta opção de participação política na sociedade. Não existe uma política enraizada de integração destes conselhos, que, em sua natureza, são municipais ou locais. Seria interessante colocá-los em rede. Assim como, volto a citar, urge que as escolas públicas brasileiras estejam em rede e interagindo.
Experiência pioneira neste sentido é a TV Escola e o Canal Saúde, ambos canais de TV Aberta em UHF, que podem ser vistos no Brasil inteiro através de antenas parabólicas analógicas. A TV interativa digital permitirá que o aluno interfira na programação, tenha contato direto com um especialista ou tutor, dependendo da programação e ainda poderá partilhar experiências com jovens de diferentes localidades do país.
Enfim, há ainda a questão levantada por filósofos e pelo sociólogo Manuel Castells: a revolução tecnológica muda costumes e a apreensão da informação ou a mudança de mentalidade que constrói novos canais de informação? Creio que há quarenta anos atrás, Marshall Macluhan já tinha a resposta para questão - "não há como dissociar o meio da mensagem". É por isso que seus conceitos estão sendo revisitados. O educador precisa adaptar seu conteúdo, entender o processo de aprendizagem frente às novas perspectivas que a tv interativa possibilita e tirar o maior proveito delas.
O receptor na tv interativa deixa de ser passivo no processo comunicacional. Ele assume o papel de emissor também. Podemos citar como efeitos do uso de hiperlinks nas imagens em movimento: a segmentação de público, a personalização de programação, o aumento da capacidade de crítica, a busca de conhecimento e a interação com outros espectadores. Tudo isso beneficiará imensamente a população brasileira na busca pelo saber. Aguardemos os novos tempos, partilhado do otimismo de Piérre Levy.
Dois importantes componentes nesta fusão que está se estabelecendo entre tv, rádio, internet e veículos impressos são a digitalização do conhecimento e a disponibilidade deste saber acumulado numa rede mundial de difícil controle.
A própria estrutura da internet revela algumas coisas. O principal protocolo, que carrega as informações nos diferentes meios que formam a rede – o IP Internet Protocol -, transmite os pacotes de informação com o mínimo esforço e não tem qualidade de serviço. Esta é a grande dificuldade de mandar sinais digitais de imagem e som na internet, pois os pacotes multimídias precisam chegar no destino certo e em uma ordem determinada, o que não é necessidade primordial para o transporte de dados.
Porém o que podemos tirar como reflexão destas concepções técnicas das redes de dados IP que estão sendo sanadas pelos engenheiros, para que brevemente possamos ver vídeo de qualidade em computadores e outros dispositivos? A resposta a esta questão é a dificuldade de controle do fluxo de conhecimento que irrompe as casas. Hoje, a "navegação" na Internet permite aprender tanto a fabricar bombas quanto fazer um passeio no Louvre. O desafio do educador é como transformar essa experiência virtual numa ação prazerosa e produtiva na realidade do educando.
Há vários entusiastas da chamada democracia virtual, que a Internet pode estar proporcionando à civilização, entre eles, o filósofo Piérre Levy. Antes de falar dos conceitos que ele prega tais como, cibercultura e mais recentemente inteligências coletivas, gostaria de colocar algumas observações sobre a América Latina e o Brasil.
Atualmente, no mundo, o número de computadores se iguala ao número de aparelhos de TV. Mais de 600 milhões de pessoas têm algum tipo de acesso à internet. Em 2001, as estatísticas oficiais mostravam que metade dos brasileiros nunca usou um telefone fixo e que, de cada cem nativos, só seis possuem computador. Cerca de 13 milhões de pessoas no Brasil estão conectadas à rede, menos de 10% da população. A Argentina, mergulhada em caos econômico, tem números mais animadores sobre a questão. Diante destes dados, é quase uma verdade irrefutável que a exclusão digital é um problema que merece da atenção do governo, da sociedade e do ambiente acadêmico brasileiro.
O acesso à banda larga, que permite a visualização de vídeos em computadores e outros dispositivos como uma experiência razoavelmente interessante e divertida, é ainda mais elitizado. Precisamos equipar as escolas públicas com acesso à Internet de alta velocidade. É estratégico que novos governos pensem nisso como prioridade. As políticas de telecomunicações devem enfatizar a inclusão digital da sociedade brasileira.
Piérre Lévy, em recente visita ao Brasil, compartilha desta opinião da intervenção do Estado para garantir a inclusão digital. Ele acredita que o anafalbetismo e a falta de recursos culturais são os grandes vilões para este acesso. O filósofo tem estudado o quanto as comunidades virtuais podem contribuir com o avanço da humanidade.
Neste sentido, uma de suas contribuições é o conceito de Inteligências Coletivas. Ele afirma que a Internet pode criar uma espécie de "ágora virtual", onde os cidadãos poderão deliberar sobre assuntos que lhe concernem diretamente, criando espaços virtuais temáticos onde compartilhem suas inteligências individuais, memórias, percepções, imaginações, resultando numa aprendizagem coletiva, enfim, na troca de conhecimentos.
O processo de convergência de mídias, que tem feito os jornalistas ( esses artífices da comunicação) pensarem muito sobre seu trabalho é um dos motores na formação destas Inteligências Coletivas. Segundo Pierre Lévy, "quanto mais esses órgãos de comunicação se aperfeiçoam, mais essa memória se torna vasta e mais o ecossistema das idéias se transforma, a inteligência coletiva aumenta, se complexifica e evolui com rapidez."
Ainda expondo sobre este conceito, o filósofo concentra três pólos de significação do capital da Inteligência Coletiva: o técnico, o cultural e o social.
O capital técnico consiste no ambiente físico, na mídia e nos próprios computadores ligados à internet. Vimos já que o problema da exclusão digital diz respeito diretamente a este pólo.
O capital cultural está no pólo do signo e é a memória gravada da cultura. Trata-se da estrutura abstrata das idéias e da maneira que são representadas. O descaso com a memória brasileira têm se repetido no mundo digital. Quais são os esforços para digitalização do conhecimento brasileiro? Poucos. O site da Biblioteca Nacional é um dos esforços neste sentido. A migração de mídias, que hoje se dá, está enterrando a produção cultural do país. Um dos maiores exemplos é a música. Nos últimos 20 anos assistimos à transição do vinil para o cd e agora para o cd-r. O quanto está perdido neste interregnos de tecnologia? Historiadores irão dizer com mais precisão.
Já o capital social está na reunião das idéias produzidas pela população e dependem do regime político em questão. Vivemos numa democracia ocidental, onde o Estado se propõe, desde a Constituição de 88, a se organizar em parceria com a sociedade nos conselhos de direitos. Porém, o cidadão não vislumbra com facilidade esta opção de participação política na sociedade. Não existe uma política enraizada de integração destes conselhos, que, em sua natureza, são municipais ou locais. Seria interessante colocá-los em rede. Assim como, volto a citar, urge que as escolas públicas brasileiras estejam em rede e interagindo.
Experiência pioneira neste sentido é a TV Escola e o Canal Saúde, ambos canais de TV Aberta em UHF, que podem ser vistos no Brasil inteiro através de antenas parabólicas analógicas. A TV interativa digital permitirá que o aluno interfira na programação, tenha contato direto com um especialista ou tutor, dependendo da programação e ainda poderá partilhar experiências com jovens de diferentes localidades do país.
Enfim, há ainda a questão levantada por filósofos e pelo sociólogo Manuel Castells: a revolução tecnológica muda costumes e a apreensão da informação ou a mudança de mentalidade que constrói novos canais de informação? Creio que há quarenta anos atrás, Marshall Macluhan já tinha a resposta para questão - "não há como dissociar o meio da mensagem". É por isso que seus conceitos estão sendo revisitados. O educador precisa adaptar seu conteúdo, entender o processo de aprendizagem frente às novas perspectivas que a tv interativa possibilita e tirar o maior proveito delas.
O receptor na tv interativa deixa de ser passivo no processo comunicacional. Ele assume o papel de emissor também. Podemos citar como efeitos do uso de hiperlinks nas imagens em movimento: a segmentação de público, a personalização de programação, o aumento da capacidade de crítica, a busca de conhecimento e a interação com outros espectadores. Tudo isso beneficiará imensamente a população brasileira na busca pelo saber. Aguardemos os novos tempos, partilhado do otimismo de Piérre Levy.
sábado, 27 de outubro de 2007
TV Digital
A TV digital deverá começar a funcionar no final do ano que vem no Brasil. Segundo cronograma divulgado ontem pelo Ministério das Comunicações, as transmissões começam pela região metropolitana de São Paulo, em dezembro de 2007.As demais capitais começam as transmissões em dezembro de 2009, e todos os outros municípios, em dezembro de 2013. Inicialmente, as emissoras continuarão usando também o sistema analógico, que só será desligado no final de junho de 2016, sempre segundo o cronograma apresentado ontem.O ministro Hélio Costa (Comunicações) ressalvou que o cronograma é "conservador" e que a implantação pode até ocorrer antes do previsto.
No final de junho deste ano, o governo anunciou oficialmente a escolha do padrão japonês (ISDB) para as transmissões de TV digital, dizendo que ele teria se mostrado tecnicamente mais "robusto" para transmissões para receptores móveis. O padrão era o preferido das emissoras de TV, porque, em tese, torna mais difícil a entrada das empresas de telefonia no mercado televisivo.
O padrão japonês disputou com os padrões europeu (DVB) e americano (ATSC). De acordo com o governo brasileiro, o Japão teria se comprometido a estudar a viabilidade da instalação no Brasil de uma fábrica de semicondutores e estaria comprometido com a possibilidade de transferência de tecnologia.
Ontem, o ministro Hélio Costa (Comunicações), ao anunciar o cronograma, disse que o governo federal enviará correspondência ao Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária, órgão que representa os governos estaduais) em que pedirá a redução da alíquota de ICMS (que varia aproximadamente de 10% a 15%) para a importação de equipamentos sem similar nacional que serão usados no processo de digitalização das redes das emissoras.
Segundo Costa, o custo de digitalizar as transmissões de uma emissora é de, aproximadamente, US$ 1,6 milhão. A principal diferença entre a TV digital e a analógica --além da maior definição da imagem e do som-- é a capacidade de interação com o telespectador. A interatividade deve transformar o ensino à distância e o comércio de produtos pela TV.
Segundo Costa, o custo de digitalizar as transmissões de uma emissora é de, aproximadamente, US$ 1,6 milhão. A principal diferença entre a TV digital e a analógica --além da maior definição da imagem e do som-- é a capacidade de interação com o telespectador. A interatividade deve transformar o ensino à distância e o comércio de produtos pela TV.
Hélio Costa avaliou que a mudança terá menor impacto no bolso do telespectador do que a mudança de preto-e-branco para cores, no início dos anos 1970. "O aparelho em cores custava cinco vezes mais que o preto-e-branco", disse o ministro.
No final de junho deste ano, o governo anunciou oficialmente a escolha do padrão japonês (ISDB) para as transmissões de TV digital, dizendo que ele teria se mostrado tecnicamente mais "robusto" para transmissões para receptores móveis. O padrão era o preferido das emissoras de TV, porque, em tese, torna mais difícil a entrada das empresas de telefonia no mercado televisivo.
O padrão japonês disputou com os padrões europeu (DVB) e americano (ATSC). De acordo com o governo brasileiro, o Japão teria se comprometido a estudar a viabilidade da instalação no Brasil de uma fábrica de semicondutores e estaria comprometido com a possibilidade de transferência de tecnologia.
Ontem, o ministro Hélio Costa (Comunicações), ao anunciar o cronograma, disse que o governo federal enviará correspondência ao Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária, órgão que representa os governos estaduais) em que pedirá a redução da alíquota de ICMS (que varia aproximadamente de 10% a 15%) para a importação de equipamentos sem similar nacional que serão usados no processo de digitalização das redes das emissoras.
Segundo Costa, o custo de digitalizar as transmissões de uma emissora é de, aproximadamente, US$ 1,6 milhão. A principal diferença entre a TV digital e a analógica --além da maior definição da imagem e do som-- é a capacidade de interação com o telespectador. A interatividade deve transformar o ensino à distância e o comércio de produtos pela TV.
Segundo Costa, o custo de digitalizar as transmissões de uma emissora é de, aproximadamente, US$ 1,6 milhão. A principal diferença entre a TV digital e a analógica --além da maior definição da imagem e do som-- é a capacidade de interação com o telespectador. A interatividade deve transformar o ensino à distância e o comércio de produtos pela TV.
Hélio Costa avaliou que a mudança terá menor impacto no bolso do telespectador do que a mudança de preto-e-branco para cores, no início dos anos 1970. "O aparelho em cores custava cinco vezes mais que o preto-e-branco", disse o ministro.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Evento da ESPM aborda novos ambientes da comunicação
O 2º Encontro ESPM de Comunicação e Marketing - As Arenas da Comunicação com o Mercado, que acontecerá nos dias 6,7 e 8 de novembro em São Paulo, traz em sua proposta analisar "a utilização pelas empresas de megashows, desfiles de moda, competições esportivas e do próprio varejo como veículos que suplementam a ação da propaganda tradicional em mídia". Esta apresentação do evento, sua programação e temas em discussão estão no site www.espm.br/encontroespm.
Muito interessante é ver os temas dos artigos acadêmicos aprovados para apresentação no evento, os quais discutem advergames, moda e comunicação, novas mídias convergentes, entre outros assuntos abordados em nossa disciplina. O próprio site do evento é um bom exemplo de webdesign, com boa utilização da ferramenta Flash.
Para quem quiser, dá uma olhadinha no site. E para quem puder, vale a pena ir ao evento.
Muito interessante é ver os temas dos artigos acadêmicos aprovados para apresentação no evento, os quais discutem advergames, moda e comunicação, novas mídias convergentes, entre outros assuntos abordados em nossa disciplina. O próprio site do evento é um bom exemplo de webdesign, com boa utilização da ferramenta Flash.
Para quem quiser, dá uma olhadinha no site. E para quem puder, vale a pena ir ao evento.
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Ainda sobre a palestra de Scott Donaton (essa palestra deu o que falar literalmente, todos os sites tem comentarios sobre!!!):
A integração da propaganda nas formas tradicionais da publicidade, intitulada entretenimento de marca, ou branded content, ou ainda brand entreteiment, foi o centro do debate com Scott Donaton, publisher da Advertising Age, durante o MaxiMidia deste ano. Ele fala sobre a união quase que obrigatória entre a publicidade e o entretenimento e evidencia que este encontro funciona para ambos os lados. Para esclarecer o assunto, o executivo conta que a campanha de lançamento do filme “Transformers” serviu como propaganda para brinquedos e automóveis
Há cinco anos, sabe-se que o foco dos anunciantes era a mídia tradicional. Com o desenvolvimento do entretenimento, surge também uma linha paralela aos meios tradicionais de propaganda. Este caminho aponta para os consumidores que buscam a mídia na Internet, por exemplo. Donaton usou um comercial da BMW para ilustrar esta tendência do consumidor moderno. Um anúncio publicitário diferenciado e direcionado para um público mais integrado com as mídias modernas gerou um grande retorno para as marcas e agregou valor para elas. Para Scott Donaton, a Internet estende a experiência com a marca.
O que importa é a idéia:
Seguindo a característica das estratégias de marketing de ousar, arriscar novas formas de se comunicar com o consumidor, Donaton mostrou que é preciso ter autorização para falhar e desta forma experimentar novas idéias e aprender com os erros cometidos. Por outro lado, muitas campanhas de marketing obtêm o retorno planejado mesmo quando criadas de forma inovadora. A marca de fast-food Burger King realizou uma campanha que integra o site da companhia à uma linha de vídeo game. Jogos conhecidos do público foram adaptados ao personagem da marca e se transformaram em sucesso nas vendas de produtos Burger King. “Isto é entretenimento de marca. A distribuição não importa, mas sim o público e os parceiros que estão integrados ao projeto”, diz Scott Donaton.
Mais informações no site :
http://www.mundodomarketing.com.br/2006/ver_reportagens.asp?cod=2302
A integração da propaganda nas formas tradicionais da publicidade, intitulada entretenimento de marca, ou branded content, ou ainda brand entreteiment, foi o centro do debate com Scott Donaton, publisher da Advertising Age, durante o MaxiMidia deste ano. Ele fala sobre a união quase que obrigatória entre a publicidade e o entretenimento e evidencia que este encontro funciona para ambos os lados. Para esclarecer o assunto, o executivo conta que a campanha de lançamento do filme “Transformers” serviu como propaganda para brinquedos e automóveis
Há cinco anos, sabe-se que o foco dos anunciantes era a mídia tradicional. Com o desenvolvimento do entretenimento, surge também uma linha paralela aos meios tradicionais de propaganda. Este caminho aponta para os consumidores que buscam a mídia na Internet, por exemplo. Donaton usou um comercial da BMW para ilustrar esta tendência do consumidor moderno. Um anúncio publicitário diferenciado e direcionado para um público mais integrado com as mídias modernas gerou um grande retorno para as marcas e agregou valor para elas. Para Scott Donaton, a Internet estende a experiência com a marca.
O que importa é a idéia:
Seguindo a característica das estratégias de marketing de ousar, arriscar novas formas de se comunicar com o consumidor, Donaton mostrou que é preciso ter autorização para falhar e desta forma experimentar novas idéias e aprender com os erros cometidos. Por outro lado, muitas campanhas de marketing obtêm o retorno planejado mesmo quando criadas de forma inovadora. A marca de fast-food Burger King realizou uma campanha que integra o site da companhia à uma linha de vídeo game. Jogos conhecidos do público foram adaptados ao personagem da marca e se transformaram em sucesso nas vendas de produtos Burger King. “Isto é entretenimento de marca. A distribuição não importa, mas sim o público e os parceiros que estão integrados ao projeto”, diz Scott Donaton.
Mais informações no site :
http://www.mundodomarketing.com.br/2006/ver_reportagens.asp?cod=2302
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
MaxiMídia 2007 discute convergência de conteúdos
Por Viviane Toraci
Ontem estive no auditório da Faculdade Boa Viagem para assistir à palestra “Integração Editorial e Comercial: sua marca no centro das atenções”, retransmitida via satélite do MaxiMídia em São Paulo. O palestrante Scott Donaton, norte-americano autor do livro “Madison&Vine”, apresentou cases de “Branding Entertainment”, ou seja, Entretenimento de Marca. O que também podemos chamar de “Advertisement” (Advertising + Amusement, ou Publicidade + Diversão).
O Entretenimento de Marca nasceu nos EUA devido ao medo do mercado publicitário com o novo cenário trazido pela digitalização das mídias, o qual dá ao consumidor o poder de escolher ver ou não ver as mensagens comerciais. Assim, já que as pessoas poderiam escolher não ver, seria preciso imbutir nossa mensagem publicitária nos programas, de forma divertida, sutil e relevante. Seria uma evolução do antigo merchandising em televisão e cinema. Agora, com maior aceitação do público, que já espera e aceita ver mensagens de anunciantes em seus filmes favoritos.
Para a indústria do entretenimento, que vem perdendo dinheiro com a pirataria digital, unir-se a anunciantes foi uma boa alternativa comercial. Os anunciantes têm o dinheiro, a indústria do entretenimento tem a atenção do público. Ambos saem ganhando. E o público também, com entretenimento de qualidade. Vide o sucesso do filme “Transformers”: duas horas de comercial de uma linha de brinquedos e automóveis da General Motors.
Segundo Scott, os consumidores não estão preocupados se o seu entretenimento (programa de televisão, filme, música, jogos) foi produzido pela Paramount Pictures, pela Microsoft ou por um garoto de 16 anos em seu computador. O importante é ser transparente, relevante e que o consumidor acredite que vale a pena dedicar seu tempo a esta mensagem.
Todo o esforço de uma estratégia de Entretenimento de Marca deve estar concentrado no posicionamento da marca. Muitas vezes, o logotipo nem aparece no vídeo. Mas todos sabem que a marca está por trás daquele conteúdo, e a valorizam por isso. Outras vezes, a aparição da marca é bastante explícita, como temos no Brasil a Rádio Oi. O importante é ser honesto com o consumidor. E ele definirá se quer consumir a sua mensagem ou não.
Ontem estive no auditório da Faculdade Boa Viagem para assistir à palestra “Integração Editorial e Comercial: sua marca no centro das atenções”, retransmitida via satélite do MaxiMídia em São Paulo. O palestrante Scott Donaton, norte-americano autor do livro “Madison&Vine”, apresentou cases de “Branding Entertainment”, ou seja, Entretenimento de Marca. O que também podemos chamar de “Advertisement” (Advertising + Amusement, ou Publicidade + Diversão).
O Entretenimento de Marca nasceu nos EUA devido ao medo do mercado publicitário com o novo cenário trazido pela digitalização das mídias, o qual dá ao consumidor o poder de escolher ver ou não ver as mensagens comerciais. Assim, já que as pessoas poderiam escolher não ver, seria preciso imbutir nossa mensagem publicitária nos programas, de forma divertida, sutil e relevante. Seria uma evolução do antigo merchandising em televisão e cinema. Agora, com maior aceitação do público, que já espera e aceita ver mensagens de anunciantes em seus filmes favoritos.
Para a indústria do entretenimento, que vem perdendo dinheiro com a pirataria digital, unir-se a anunciantes foi uma boa alternativa comercial. Os anunciantes têm o dinheiro, a indústria do entretenimento tem a atenção do público. Ambos saem ganhando. E o público também, com entretenimento de qualidade. Vide o sucesso do filme “Transformers”: duas horas de comercial de uma linha de brinquedos e automóveis da General Motors.
Segundo Scott, os consumidores não estão preocupados se o seu entretenimento (programa de televisão, filme, música, jogos) foi produzido pela Paramount Pictures, pela Microsoft ou por um garoto de 16 anos em seu computador. O importante é ser transparente, relevante e que o consumidor acredite que vale a pena dedicar seu tempo a esta mensagem.
Todo o esforço de uma estratégia de Entretenimento de Marca deve estar concentrado no posicionamento da marca. Muitas vezes, o logotipo nem aparece no vídeo. Mas todos sabem que a marca está por trás daquele conteúdo, e a valorizam por isso. Outras vezes, a aparição da marca é bastante explícita, como temos no Brasil a Rádio Oi. O importante é ser honesto com o consumidor. E ele definirá se quer consumir a sua mensagem ou não.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
A PROPAGANDA É A ALMA DO NEGÓCIO
A PROPAGANDA É A ALMA DO NEGÓCIO.
Por que o nosso senso crítico deixa de funcionar no shopping e no supermercado
Ao lado de casa fizeram um prédio novo e puseram uma enorme placa com uma moça sorrindo e a frase: "Ed. Maiami Beach, um novo conceito em moradia". Fiquei imaginando que diabos a mocinha contente queria dizer com aquilo. Será que nesses apartamentos a privada fica na sala e a cama na cozinha? Ou que todo mundo mora na garagem e pára os carros nos apartamentos? Afinal um novo conceito de moradia é coisa seria mais ou menos o que um homem da idade da pedra deve ter dito pro outro quando começou a viver numa caverna ou o que o caramujo falou pra lesma em algum ponto da evolução.
No mesmo dia em que vi a placa, fui ao supermercado e fiquei reparando nas embalagens dos produtos. Um amaciante prometia um toque de flores silvestres em minha vida, um chocolate em pó tentava me convencer que se pusesse o produto no leite meu dia seria repleto de emoções e aventuras e, cúmulo do cúmulo, uma flanela anunciava uma revolução em meu lar. Uma revolução em meu lar com uma flanela?! Só se eu pusesse fogo no trapo e incendiasse tudo. Aí sim, quem sabe, sobre cinzas eu diria: um novo conceito de moradia.
Com um misto de raiva e frustração (afinal, meu carinho estava cheio de produtos, e, portanto de alguma maneira eu havia sido influenciada pelo marketing), lembrei-me de um filme chamado Crazy People.Tratava-se da história de um publicitário estafado que vai parar o hospício e, com os doidos de lá começa fazer propagandas "honestas".O comercial de uma companhia de transportes, famosa por entregar as coisas rapidamente, mostrava um caminhão fazendo absurdos no transito, as caixas caindo de um lado para o outro e,na final,o seguinte slogan:”Destruímos suas coisas, mas chegamos na hora”.A propaganda da Sony no filme era uma linha de produção com trabalhadores japoneses e outra com alemães.Os japoneses, diziam,eram mais baixinhos, por isso ficavam mais perto dos microchips e faziam rádios melhores.
Pelo menos no filme, as propagandas faziam o maior sucesso. Fiquei pensando como seria se, na realidade, os publicitários adotassem essa tática.
Será que sabão em pó, por exemplo, diria: ”igualzinho a todos os outros, mas em uma caixa, mas bonita”? Os produtos diet poderiam anunciar: ”você já é gordo, ainda por cima vai ficar se sentindo culpado?”. E um desses refrigerantes que imitam Coca, tipo Bangu- Coca traria na embalagem: “60% di sabor da coca por 50% do preço!”.
Enquanto isso não acontece, posso processar a construtora do prédio ao lado por propaganda enganosa e não pretendo fazer disso a causa da minha vida. Ainda mais agora que comprei um home theater e na caixa veio escrito: ”Emoção como você nunca viu igual”. Veremos...
Por que o nosso senso crítico deixa de funcionar no shopping e no supermercado
Ao lado de casa fizeram um prédio novo e puseram uma enorme placa com uma moça sorrindo e a frase: "Ed. Maiami Beach, um novo conceito em moradia". Fiquei imaginando que diabos a mocinha contente queria dizer com aquilo. Será que nesses apartamentos a privada fica na sala e a cama na cozinha? Ou que todo mundo mora na garagem e pára os carros nos apartamentos? Afinal um novo conceito de moradia é coisa seria mais ou menos o que um homem da idade da pedra deve ter dito pro outro quando começou a viver numa caverna ou o que o caramujo falou pra lesma em algum ponto da evolução.
No mesmo dia em que vi a placa, fui ao supermercado e fiquei reparando nas embalagens dos produtos. Um amaciante prometia um toque de flores silvestres em minha vida, um chocolate em pó tentava me convencer que se pusesse o produto no leite meu dia seria repleto de emoções e aventuras e, cúmulo do cúmulo, uma flanela anunciava uma revolução em meu lar. Uma revolução em meu lar com uma flanela?! Só se eu pusesse fogo no trapo e incendiasse tudo. Aí sim, quem sabe, sobre cinzas eu diria: um novo conceito de moradia.
Com um misto de raiva e frustração (afinal, meu carinho estava cheio de produtos, e, portanto de alguma maneira eu havia sido influenciada pelo marketing), lembrei-me de um filme chamado Crazy People.Tratava-se da história de um publicitário estafado que vai parar o hospício e, com os doidos de lá começa fazer propagandas "honestas".O comercial de uma companhia de transportes, famosa por entregar as coisas rapidamente, mostrava um caminhão fazendo absurdos no transito, as caixas caindo de um lado para o outro e,na final,o seguinte slogan:”Destruímos suas coisas, mas chegamos na hora”.A propaganda da Sony no filme era uma linha de produção com trabalhadores japoneses e outra com alemães.Os japoneses, diziam,eram mais baixinhos, por isso ficavam mais perto dos microchips e faziam rádios melhores.
Pelo menos no filme, as propagandas faziam o maior sucesso. Fiquei pensando como seria se, na realidade, os publicitários adotassem essa tática.
Será que sabão em pó, por exemplo, diria: ”igualzinho a todos os outros, mas em uma caixa, mas bonita”? Os produtos diet poderiam anunciar: ”você já é gordo, ainda por cima vai ficar se sentindo culpado?”. E um desses refrigerantes que imitam Coca, tipo Bangu- Coca traria na embalagem: “60% di sabor da coca por 50% do preço!”.
Enquanto isso não acontece, posso processar a construtora do prédio ao lado por propaganda enganosa e não pretendo fazer disso a causa da minha vida. Ainda mais agora que comprei um home theater e na caixa veio escrito: ”Emoção como você nunca viu igual”. Veremos...
terça-feira, 25 de setembro de 2007
A propaganda não morreu. Você é que está ficando velho
Mauro Brasil - Profissional de Comunicação dos Correios (VOX NEWS) – 26/06/2007
De tempos em tempos, surge alguma teoria para desbancar a propaganda convencional. Isto é bom para, no mínimo, nos fazer pensar sobre os rumos do nosso trabalho. O fato é que nos últimos anos tem havido uma explosão de rotas alternativas na indústria da comunicação. Coisas como guerrilha, buzz, word of mouth, viral, ambush, product placement, advergame, ambient marketing, stunt, branded content, advertainment, entre outros, têm tido cada vez mais um aumento de popularidade. Principalmente entre os clientes. Quem ainda não ouviu algum cliente pedir uma campanha de marketing viral de baixíssimo custo e grande audiência? Modismos à parte, a verdade é que a propaganda não é mais a mesma. O consumidor não é bobo e já conhece todas aquelas fórmulas que você insiste em usar. É, companheiro. Está cada vez mais difícil convencer o seu Manoel da padaria de que o seu produto é o melhor. De qualquer maneira, existem algumas lições que nós devemos aprender. A partir de agora, quando a gente receber o mesmo briefing de sempre, vamos experimentar pensar um pouco em: *Proximidade (ou ficando cada vez mais perto e pessoal). Significa cortar caminhos para falar com o consumidor. O esquema tradicional Marca > Mídia > Consumidor está muito caro e sem os mesmos resultados de outrora. Este conceito propõe um caminho do tipo Marca > Consumidor. Dois exemplos disso: O primeiro é uma ação da Sony Ericsson para promover o novo celular T68i com câmera digital. 60 atores fizeram-se passar por turistas em pontos estratégicos dos EUA, como o Empire State Building. Eles pediam para que as pessoas tirassem fotos com o celular, fazendo elas prestarem atenção no modelo enquanto explicavam como funcionava. O segundo foi uma ação criada pela Jupiter Drawing Room para um estúdio de tatoo chamado Kevins Kustom Tatoo. Em clubes e boates modernas da África do Sul - que normalmente utilizam carimbos como passaporte - os freqüentadores tinham o braço “tatuado” com o nome e o telefone do estúdio. No fim da noite, o público-alvo não apenas sabia aonde ir para fazer uma tatoo, mas ele mesmo havia feito um “branding”. *Exclusividade (ou indo aonde os competidores não estão). A Mercedes-Benz transformou o Ritz Carlton em um canal exclusivo para o lançamento do CLS 500. Durante o tempo em que estivessem no Ritz, os hóspedes tinham a disposição o CLS 500 sem limite de quilometragem, tanque completo toda manhã e estacionamento gratuito durante a noite. De acordo como o Ritz Carlton, diversos hóspedes decidiram-se por comprar o novo Mercedes-Benz a partir deste novo test drive. *Invisibilidade (ou movendo a marca para o background). Enquanto visibilidade é o mantra na propaganda convencional, a proposta agora é que para ser mais efetivo é preciso chamar a atenção por ser pequeno ou invisível. O melhor exemplo é a ação “Hype Gallery” da HP, criada pela Publicis de Londres. É o seguinte: a HP criou uma galeria de arte e convidou artistas de diversas mídias a participarem com seus trabalhos, bastando para isso utilizarem como inspiração palavras e frases com as letras “H” e “P”. As artes eram impressas nas novas impressoras da marca e os videos eram exibidos em projetores HP no ambiente “HYPE film bunker”. O resultado foi a participação de 1.193 artistas gráficos, 94 videomakers e a visita de mais de 4.000 pessoas à galeria. Como efeito amplificador – e para dar vazão aos trabalhos enviados – foi criado o site www.hypegallery.com que contou com 5 milhões e meio de acessos. A estratégia foi repetida em Singapura, Berlim, Paris e Milão. *Imprevisibilidade (ou pegando os consumidores com a guarda baixa). Resumindo é o seguinte: não espere enquadrar o consumidor em uma categoria pré-definida. Experimente fazer ele viver a marca quando menos imagina. A Adidas fez isso com a ação “Be the ball”, no lançamento da bola oficial da Copa do Mundo no ano passado. Foi montado uma estrutura de bungie jump em forma de bola de futebol. As pessoas eram convidadas a entrar em uma bola gigante de 2,5 metros, sendo lançadas no ar a mais de 170 km por hora. A proposta era fazer as pessoas se sentirem como uma bola de futebol, enquanto uma câmera filmava a reação dos participantes e transmitia em dois telões de plasma instalados no local.
Estes são apenas alguns caminhos. O fato é que em um mundo entupido de informação, ou você se diferencia ou você está morto.
De tempos em tempos, surge alguma teoria para desbancar a propaganda convencional. Isto é bom para, no mínimo, nos fazer pensar sobre os rumos do nosso trabalho. O fato é que nos últimos anos tem havido uma explosão de rotas alternativas na indústria da comunicação. Coisas como guerrilha, buzz, word of mouth, viral, ambush, product placement, advergame, ambient marketing, stunt, branded content, advertainment, entre outros, têm tido cada vez mais um aumento de popularidade. Principalmente entre os clientes. Quem ainda não ouviu algum cliente pedir uma campanha de marketing viral de baixíssimo custo e grande audiência? Modismos à parte, a verdade é que a propaganda não é mais a mesma. O consumidor não é bobo e já conhece todas aquelas fórmulas que você insiste em usar. É, companheiro. Está cada vez mais difícil convencer o seu Manoel da padaria de que o seu produto é o melhor. De qualquer maneira, existem algumas lições que nós devemos aprender. A partir de agora, quando a gente receber o mesmo briefing de sempre, vamos experimentar pensar um pouco em: *Proximidade (ou ficando cada vez mais perto e pessoal). Significa cortar caminhos para falar com o consumidor. O esquema tradicional Marca > Mídia > Consumidor está muito caro e sem os mesmos resultados de outrora. Este conceito propõe um caminho do tipo Marca > Consumidor. Dois exemplos disso: O primeiro é uma ação da Sony Ericsson para promover o novo celular T68i com câmera digital. 60 atores fizeram-se passar por turistas em pontos estratégicos dos EUA, como o Empire State Building. Eles pediam para que as pessoas tirassem fotos com o celular, fazendo elas prestarem atenção no modelo enquanto explicavam como funcionava. O segundo foi uma ação criada pela Jupiter Drawing Room para um estúdio de tatoo chamado Kevins Kustom Tatoo. Em clubes e boates modernas da África do Sul - que normalmente utilizam carimbos como passaporte - os freqüentadores tinham o braço “tatuado” com o nome e o telefone do estúdio. No fim da noite, o público-alvo não apenas sabia aonde ir para fazer uma tatoo, mas ele mesmo havia feito um “branding”. *Exclusividade (ou indo aonde os competidores não estão). A Mercedes-Benz transformou o Ritz Carlton em um canal exclusivo para o lançamento do CLS 500. Durante o tempo em que estivessem no Ritz, os hóspedes tinham a disposição o CLS 500 sem limite de quilometragem, tanque completo toda manhã e estacionamento gratuito durante a noite. De acordo como o Ritz Carlton, diversos hóspedes decidiram-se por comprar o novo Mercedes-Benz a partir deste novo test drive. *Invisibilidade (ou movendo a marca para o background). Enquanto visibilidade é o mantra na propaganda convencional, a proposta agora é que para ser mais efetivo é preciso chamar a atenção por ser pequeno ou invisível. O melhor exemplo é a ação “Hype Gallery” da HP, criada pela Publicis de Londres. É o seguinte: a HP criou uma galeria de arte e convidou artistas de diversas mídias a participarem com seus trabalhos, bastando para isso utilizarem como inspiração palavras e frases com as letras “H” e “P”. As artes eram impressas nas novas impressoras da marca e os videos eram exibidos em projetores HP no ambiente “HYPE film bunker”. O resultado foi a participação de 1.193 artistas gráficos, 94 videomakers e a visita de mais de 4.000 pessoas à galeria. Como efeito amplificador – e para dar vazão aos trabalhos enviados – foi criado o site www.hypegallery.com que contou com 5 milhões e meio de acessos. A estratégia foi repetida em Singapura, Berlim, Paris e Milão. *Imprevisibilidade (ou pegando os consumidores com a guarda baixa). Resumindo é o seguinte: não espere enquadrar o consumidor em uma categoria pré-definida. Experimente fazer ele viver a marca quando menos imagina. A Adidas fez isso com a ação “Be the ball”, no lançamento da bola oficial da Copa do Mundo no ano passado. Foi montado uma estrutura de bungie jump em forma de bola de futebol. As pessoas eram convidadas a entrar em uma bola gigante de 2,5 metros, sendo lançadas no ar a mais de 170 km por hora. A proposta era fazer as pessoas se sentirem como uma bola de futebol, enquanto uma câmera filmava a reação dos participantes e transmitia em dois telões de plasma instalados no local.
Estes são apenas alguns caminhos. O fato é que em um mundo entupido de informação, ou você se diferencia ou você está morto.
Novas, velhas mídias e criatividade
21/06/2006 09:36
Novas, velhas mídias e criatividade
Rafael Sampaio, de Cannes
No terceiro dia dos seminários do Festival de Cannes 2006 não houve propriamente um tema dominante, pois foi grande a variedade de apresentações feitas. A MRM e Universal McCann complementaram a abordagem sobre as fórmulas para otimizar o mix de mídias; a Proximity mostrou a força crescente dos games na vida dos consumidores e como canal de comunicação de marketing; a Wunderman discutiu o que seria a criatividade na perspectiva da comunicação por conteúdo; a tradicional Johnson & Johnson enfocou novas fórmulas para falar com consumidores; a AKQA entregou prêmios a estudantes que se destacaram pelo uso original das novas mídias; a Verizon e a Draft revelaram como manter de forma eficaz uma relação cliente/agência por mais de 10 anos; e a JC Decaux exibiu as muitas inovações da mais tradicional mídia de massa e como o uso criativo desse meio pode mudar a história de um produto.O que se pôde observar como uma linha comum entre todos os seminários foi o fato de que apenas a disposição de manter a chama da criatividade acesa – apesar de todos os obstáculos – pode assegurar um uso eficiente das inúmeras alternativas para se atingir, impactar e envolver os consumidores.Alternativas históricas, como o outdoor, estão em constante renovação; tanto que hoje, em um mundo crescentemente digitalizado, este meio está no auge de sua força e cobertura. Mas seu poder, como revelou o mestre Alfredo Marcantonio, só obedece a quem tiver sabedoria e originalidade para empregá-lo de forma diferenciada. Para ilustrar sua tese, utilizou algumas famosas campanhas de mídia exterior, entre as quais a do The Economist – do qual Marcantonio foi um dos criadores –, que está há quase duas décadas no ar e soma mais de 300 peças, muitas delas antológicas. Trata-se de um caso exemplar de adequação e criatividade no uso do meio, pois esta campanha, além de ficar globalmente famosa, foi um marco na vida da principal revista de economia e negócios do mundo.A atenção, a disposição de enfrentar os desafios de frente e a constante busca da criatividade foram os principais fatores que mantiveram a relação da Verizon e da Draft tão forte por toda uma década, na qual a marca até então inexistente se transformou em uma megabrand do mercado americano. Este foi o testemunho franco dos líderes das duas empresas, a vp de marketing e brand management da Verizon, Jerri DeVard, e o presidente da Draft, Laurence Boschetto.No caso das novas e novíssimas mídias, tema dos seminários da Proximity e AKQA, o que se viu não foi apenas uma série de exemplos de uso original e adequado dos games, da internet e dos celulares para diversas tarefas de marketing e comunicação. Também ficou evidente que seu mix com outros meios – da televisão aberta ao outdoor – potencializa os resultados de muitas campanhas. Foi igualmente significativo a constatação de que mesmo nessas mídias mais recentes e naturalmente inovadoras, a criatividade faz enorme diferença e a necessidades de renovação dos talentos empregados é permanente.Brian Perkins, vp de assuntos corporativos da J&J, poderia ser um peixe absolutamente fora d´água no Festival de Cannes de uma década atrás. Atualmente, porém, sua apresentação faz todo o sentido, pois ele mostrou como construir soluções de comunicação muito mais efetivas sendo criativo na estratégia, na abordagem e no uso de meios e recursos – e não apenas nos roteiros dos comerciais de TV e no texto e layout dos anúncios. As soluções que apresentou incluíam a contribuição de outras agências que não as de publicidade mais produtoras, veículos e os próprios consumidores – que proveram boa parte do conteúdo e estrelaram uma campanha institucional da empresa e uma para o Svelta.No debate organizado pela Wunderman, cinco pesos pesados da criatividade em campos tão diferentes como a propaganda e a produção de shows foram unânimes não apenas em valorizar a criatividade, como era de se esperar, mas também em frisar pontos como: a colaboração (entre mídias, agências, produtoras e anunciantes), a força do conteúdo, a originalidade pertinente ao meio e propósito, o respeito ao target da comunicação e a adequação ao contexto no qual ela se realiza.
Novas, velhas mídias e criatividade
Rafael Sampaio, de Cannes
No terceiro dia dos seminários do Festival de Cannes 2006 não houve propriamente um tema dominante, pois foi grande a variedade de apresentações feitas. A MRM e Universal McCann complementaram a abordagem sobre as fórmulas para otimizar o mix de mídias; a Proximity mostrou a força crescente dos games na vida dos consumidores e como canal de comunicação de marketing; a Wunderman discutiu o que seria a criatividade na perspectiva da comunicação por conteúdo; a tradicional Johnson & Johnson enfocou novas fórmulas para falar com consumidores; a AKQA entregou prêmios a estudantes que se destacaram pelo uso original das novas mídias; a Verizon e a Draft revelaram como manter de forma eficaz uma relação cliente/agência por mais de 10 anos; e a JC Decaux exibiu as muitas inovações da mais tradicional mídia de massa e como o uso criativo desse meio pode mudar a história de um produto.O que se pôde observar como uma linha comum entre todos os seminários foi o fato de que apenas a disposição de manter a chama da criatividade acesa – apesar de todos os obstáculos – pode assegurar um uso eficiente das inúmeras alternativas para se atingir, impactar e envolver os consumidores.Alternativas históricas, como o outdoor, estão em constante renovação; tanto que hoje, em um mundo crescentemente digitalizado, este meio está no auge de sua força e cobertura. Mas seu poder, como revelou o mestre Alfredo Marcantonio, só obedece a quem tiver sabedoria e originalidade para empregá-lo de forma diferenciada. Para ilustrar sua tese, utilizou algumas famosas campanhas de mídia exterior, entre as quais a do The Economist – do qual Marcantonio foi um dos criadores –, que está há quase duas décadas no ar e soma mais de 300 peças, muitas delas antológicas. Trata-se de um caso exemplar de adequação e criatividade no uso do meio, pois esta campanha, além de ficar globalmente famosa, foi um marco na vida da principal revista de economia e negócios do mundo.A atenção, a disposição de enfrentar os desafios de frente e a constante busca da criatividade foram os principais fatores que mantiveram a relação da Verizon e da Draft tão forte por toda uma década, na qual a marca até então inexistente se transformou em uma megabrand do mercado americano. Este foi o testemunho franco dos líderes das duas empresas, a vp de marketing e brand management da Verizon, Jerri DeVard, e o presidente da Draft, Laurence Boschetto.No caso das novas e novíssimas mídias, tema dos seminários da Proximity e AKQA, o que se viu não foi apenas uma série de exemplos de uso original e adequado dos games, da internet e dos celulares para diversas tarefas de marketing e comunicação. Também ficou evidente que seu mix com outros meios – da televisão aberta ao outdoor – potencializa os resultados de muitas campanhas. Foi igualmente significativo a constatação de que mesmo nessas mídias mais recentes e naturalmente inovadoras, a criatividade faz enorme diferença e a necessidades de renovação dos talentos empregados é permanente.Brian Perkins, vp de assuntos corporativos da J&J, poderia ser um peixe absolutamente fora d´água no Festival de Cannes de uma década atrás. Atualmente, porém, sua apresentação faz todo o sentido, pois ele mostrou como construir soluções de comunicação muito mais efetivas sendo criativo na estratégia, na abordagem e no uso de meios e recursos – e não apenas nos roteiros dos comerciais de TV e no texto e layout dos anúncios. As soluções que apresentou incluíam a contribuição de outras agências que não as de publicidade mais produtoras, veículos e os próprios consumidores – que proveram boa parte do conteúdo e estrelaram uma campanha institucional da empresa e uma para o Svelta.No debate organizado pela Wunderman, cinco pesos pesados da criatividade em campos tão diferentes como a propaganda e a produção de shows foram unânimes não apenas em valorizar a criatividade, como era de se esperar, mas também em frisar pontos como: a colaboração (entre mídias, agências, produtoras e anunciantes), a força do conteúdo, a originalidade pertinente ao meio e propósito, o respeito ao target da comunicação e a adequação ao contexto no qual ela se realiza.
Brasil é líder em publicidade na Web, diz jornal
O Brasil está "liderando" o mundo na área da publicidade na internet, segundo o jornal International Herald Tribune. A afirmação é feita pelo jornalista especializado Eric Pfanner, que tem uma coluna sobre publicidade no jornal.
Ele comenta um recente festival em Cannes, no qual os publicitários brasileiros ficaram com 25 de 93 prêmios entregues para promoções publicitárias na rede. Entre as vantagens que as agências do país dispõem, segundo o colunista, estão os baixos custos e uma grande quantidade de especialistas capazes de desenvolver os anúncios.
Mas Pfanner observa que o avanço das conexões com banda, que permitem a realização de anúncios com maior complexidade e mais caros, pode ameaçar a posição de supremacia das agências brasileiras na área.
O Brasil está "liderando" o mundo na área da publicidade na internet, segundo o jornal International Herald Tribune. A afirmação é feita pelo jornalista especializado Eric Pfanner, que tem uma coluna sobre publicidade no jornal.
Ele comenta um recente festival em Cannes, no qual os publicitários brasileiros ficaram com 25 de 93 prêmios entregues para promoções publicitárias na rede. Entre as vantagens que as agências do país dispõem, segundo o colunista, estão os baixos custos e uma grande quantidade de especialistas capazes de desenvolver os anúncios.
Mas Pfanner observa que o avanço das conexões com banda, que permitem a realização de anúncios com maior complexidade e mais caros, pode ameaçar a posição de supremacia das agências brasileiras na área.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Prepare-se para receber propagandas em seu celular
Por Astrid Wendlandt
PARIS (Reuters) - Seu celular pode ser um dos últimos pontos do mundo a se manter relativamente livre de publicidade. Mas não por muito tempo.
Empresas de mídia e publicidade encontraram uma forma de ganhar acesso aos celulares das pessoas por meio da transmissão de anúncios pelo sistema Bluetooth, a mesma tecnologia usada por alguns dos sistemas de viva-voz para celulares.
Eis como funciona o método: quando o usuário está localizado a menos de 10 metros de um outdoor, vitrine ou bilheteria de casa de espetáculo que contenha um sistema Bluetooth ativo, ele pode ser convidado a ligar a função Bluetooth de seu celular para receber um arquivo --uma canção, um vídeo ou uma oferta de cupons de desconto.
Se você estiver passeando pelo Champs Elysees, por exemplo, não se surpreenda caso um dia a luxuosa Lancome, usando essa tecnologia, fizer um convite para experimentar seu mais novo perfume, em uma loja próxima.
Você também pode receber clipes publicitários da Coca-Cola ou um trailer do filme de animação "Happy Feet", da Warner Bros.
"O celular é o aparelho eletrônico que as pessoas carregam quase todo o tempo, de modo que representa oportunidade boa demais para que as empresas de mídia e anunciantes desperdicem", disse Nick Jones, analista do setor de tecnologia sem fio no grupo de pesquisa Gartner.
Mas as operadoras de telefonia móvel não estão demonstrando grande entusiasmo pelo marketing via Bluetooth, já que ele tem custo zero para os usuários e em muitos casos não gera receita adicional para elas.
Em lugar disso, operadoras de telefonia móvel como a Orange favorecem uma tecnologia rival chamada Code 2D -ou QR (quick response codes).
Esses códigos de barras, que já estão em uso no Japão, são lidos pelas câmeras dos celulares e enviam o usuário diretamente a uma página na Web. O acesso ao site requer assinatura a uma conexão de Internet sem fio no celular, pela qual os usuários em geral precisam pagar.
"O Bluetooth não responde a todas as nossas necessidades de marketing móvel", disse Jean-Noel Tronc, que comanda a Orange Mobile na França, em entrevista por telefone à Reuters. "Para nós, o Code 2D é bem melhor."
E ai galera que é que vocês acham desse novo tpo de publicidade que estar por vir?
Séria uma sacada boa ou seria invadir demais na vida das pessoas?
Abraaaaaaaaaços
Lucas Maciel
PARIS (Reuters) - Seu celular pode ser um dos últimos pontos do mundo a se manter relativamente livre de publicidade. Mas não por muito tempo.
Empresas de mídia e publicidade encontraram uma forma de ganhar acesso aos celulares das pessoas por meio da transmissão de anúncios pelo sistema Bluetooth, a mesma tecnologia usada por alguns dos sistemas de viva-voz para celulares.
Eis como funciona o método: quando o usuário está localizado a menos de 10 metros de um outdoor, vitrine ou bilheteria de casa de espetáculo que contenha um sistema Bluetooth ativo, ele pode ser convidado a ligar a função Bluetooth de seu celular para receber um arquivo --uma canção, um vídeo ou uma oferta de cupons de desconto.
Se você estiver passeando pelo Champs Elysees, por exemplo, não se surpreenda caso um dia a luxuosa Lancome, usando essa tecnologia, fizer um convite para experimentar seu mais novo perfume, em uma loja próxima.
Você também pode receber clipes publicitários da Coca-Cola ou um trailer do filme de animação "Happy Feet", da Warner Bros.
"O celular é o aparelho eletrônico que as pessoas carregam quase todo o tempo, de modo que representa oportunidade boa demais para que as empresas de mídia e anunciantes desperdicem", disse Nick Jones, analista do setor de tecnologia sem fio no grupo de pesquisa Gartner.
Mas as operadoras de telefonia móvel não estão demonstrando grande entusiasmo pelo marketing via Bluetooth, já que ele tem custo zero para os usuários e em muitos casos não gera receita adicional para elas.
Em lugar disso, operadoras de telefonia móvel como a Orange favorecem uma tecnologia rival chamada Code 2D -ou QR (quick response codes).
Esses códigos de barras, que já estão em uso no Japão, são lidos pelas câmeras dos celulares e enviam o usuário diretamente a uma página na Web. O acesso ao site requer assinatura a uma conexão de Internet sem fio no celular, pela qual os usuários em geral precisam pagar.
"O Bluetooth não responde a todas as nossas necessidades de marketing móvel", disse Jean-Noel Tronc, que comanda a Orange Mobile na França, em entrevista por telefone à Reuters. "Para nós, o Code 2D é bem melhor."
E ai galera que é que vocês acham desse novo tpo de publicidade que estar por vir?
Séria uma sacada boa ou seria invadir demais na vida das pessoas?
Abraaaaaaaaaços
Lucas Maciel
terça-feira, 11 de setembro de 2007
A Convergência de Mídias como Ferramenta na Construção das Inteligências Coletivas
Angélica SilvaCanal Saúde - Fiocruz
Não se pode pensar sobre a convergência de mídias sem refletir sobre o cotidiano, o presente. Aí está a grande dificuldade. Trata-se de um processo do qual todos somos testemunhas e ao mesmo tempo atores.
Dois importantes componentes nesta fusão que está se estabelecendo entre tv, rádio, internet e veículos impressos são a digitalização do conhecimento e a disponibilidade deste saber acumulado numa rede mundial de difícil controle.
A própria estrutura da internet revela algumas coisas. O principal protocolo, que carrega as informações nos diferentes meios que formam a rede – o IP Internet Protocol -, transmite os pacotes de informação com o mínimo esforço e não tem qualidade de serviço. Esta é a grande dificuldade de mandar sinais digitais de imagem e som na internet, pois os pacotes multimídias precisam chegar no destino certo e em uma ordem determinada, o que não é necessidade primordial para o transporte de dados.
Porém o que podemos tirar como reflexão destas concepções técnicas das redes de dados IP que estão sendo sanadas pelos engenheiros, para que brevemente possamos ver vídeo de qualidade em computadores e outros dispositivos? A resposta a esta questão é a dificuldade de controle do fluxo de conhecimento que irrompe as casas. Hoje, a "navegação" na Internet permite aprender tanto a fabricar bombas quanto fazer um passeio no Louvre. O desafio do educador é como transformar essa experiência virtual numa ação prazerosa e produtiva na realidade do educando.
Há vários entusiastas da chamada democracia virtual, que a Internet pode estar proporcionando à civilização, entre eles, o filósofo Piérre Levy. Antes de falar dos conceitos que ele prega tais como, cibercultura e mais recentemente inteligências coletivas, gostaria de colocar algumas observações sobre a América Latina e o Brasil.
Atualmente, no mundo, o número de computadores se iguala ao número de aparelhos de TV. Mais de 600 milhões de pessoas têm algum tipo de acesso à internet. Em 2001, as estatísticas oficiais mostravam que metade dos brasileiros nunca usou um telefone fixo e que, de cada cem nativos, só seis possuem computador. Cerca de 13 milhões de pessoas no Brasil estão conectadas à rede, menos de 10% da população. A Argentina, mergulhada em caos econômico, tem números mais animadores sobre a questão. Diante destes dados, é quase uma verdade irrefutável que a exclusão digital é um problema que merece da atenção do governo, da sociedade e do ambiente acadêmico brasileiro.
O acesso à banda larga, que permite a visualização de vídeos em computadores e outros dispositivos como uma experiência razoavelmente interessante e divertida, é ainda mais elitizado. Precisamos equipar as escolas públicas com acesso à Internet de alta velocidade. É estratégico que novos governos pensem nisso como prioridade. As políticas de telecomunicações devem enfatizar a inclusão digital da sociedade brasileira.
Piérre Lévy, em recente visita ao Brasil, compartilha desta opinião da intervenção do Estado para garantir a inclusão digital. Ele acredita que o anafalbetismo e a falta de recursos culturais são os grandes vilões para este acesso. O filósofo tem estudado o quanto as comunidades virtuais podem contribuir com o avanço da humanidade.
Neste sentido, uma de suas contribuições é o conceito de Inteligências Coletivas. Ele afirma que a Internet pode criar uma espécie de "ágora virtual", onde os cidadãos poderão deliberar sobre assuntos que lhe concernem diretamente, criando espaços virtuais temáticos onde compartilhem suas inteligências individuais, memórias, percepções, imaginações, resultando numa aprendizagem coletiva, enfim, na troca de conhecimentos.
O processo de convergência de mídias, que tem feito os jornalistas ( esses artífices da comunicação) pensarem muito sobre seu trabalho é um dos motores na formação destas Inteligências Coletivas. Segundo Pierre Lévy, "quanto mais esses órgãos de comunicação se aperfeiçoam, mais essa memória se torna vasta e mais o ecossistema das idéias se transforma, a inteligência coletiva aumenta, se complexifica e evolui com rapidez."
Ainda expondo sobre este conceito, o filósofo concentra três pólos de significação do capital da Inteligência Coletiva: o técnico, o cultural e o social.
O capital técnico consiste no ambiente físico, na mídia e nos próprios computadores ligados à internet. Vimos já que o problema da exclusão digital diz respeito diretamente a este pólo.
O capital cultural está no pólo do signo e é a memória gravada da cultura. Trata-se da estrutura abstrata das idéias e da maneira que são representadas. O descaso com a memória brasileira têm se repetido no mundo digital. Quais são os esforços para digitalização do conhecimento brasileiro? Poucos. O site da Biblioteca Nacional é um dos esforços neste sentido. A migração de mídias, que hoje se dá, está enterrando a produção cultural do país. Um dos maiores exemplos é a música. Nos últimos 20 anos assistimos à transição do vinil para o cd e agora para o cd-r. O quanto está perdido neste interregnos de tecnologia? Historiadores irão dizer com mais precisão.
Já o capital social está na reunião das idéias produzidas pela população e dependem do regime político em questão. Vivemos numa democracia ocidental, onde o Estado se propõe, desde a Constituição de 88, a se organizar em parceria com a sociedade nos conselhos de direitos. Porém, o cidadão não vislumbra com facilidade esta opção de participação política na sociedade. Não existe uma política enraizada de integração destes conselhos, que, em sua natureza, são municipais ou locais. Seria interessante colocá-los em rede. Assim como, volto a citar, urge que as escolas públicas brasileiras estejam em rede e interagindo.
Experiência pioneira neste sentido é a TV Escola e o Canal Saúde, ambos canais de TV Aberta em UHF, que podem ser vistos no Brasil inteiro através de antenas parabólicas analógicas. A TV interativa digital permitirá que o aluno interfira na programação, tenha contato direto com um especialista ou tutor, dependendo da programação e ainda poderá partilhar experiências com jovens de diferentes localidades do país.
Enfim, há ainda a questão levantada por filósofos e pelo sociólogo Manuel Castells: a revolução tecnológica muda costumes e a apreensão da informação ou a mudança de mentalidade que constrói novos canais de informação? Creio que há quarenta anos atrás, Marshall Macluhan já tinha a resposta para questão - "não há como dissociar o meio da mensagem". É por isso que seus conceitos estão sendo revisitados. O educador precisa adaptar seu conteúdo, entender o processo de aprendizagem frente às novas perspectivas que a tv interativa possibilita e tirar o maior proveito delas.
O receptor na tv interativa deixa de ser passivo no processo comunicacional. Ele assume o papel de emissor também. Podemos citar como efeitos do uso de hiperlinks nas imagens em movimento: a segmentação de público, a personalização de programação, o aumento da capacidade de crítica, a busca de conhecimento e a interação com outros espectadores. Tudo isso beneficiará imensamente a população brasileira na busca pelo saber. Aguardemos os novos tempos, partilhado do otimismo de Piérre Levy.
Angélica SilvaCanal Saúde - Fiocruz
Não se pode pensar sobre a convergência de mídias sem refletir sobre o cotidiano, o presente. Aí está a grande dificuldade. Trata-se de um processo do qual todos somos testemunhas e ao mesmo tempo atores.
Dois importantes componentes nesta fusão que está se estabelecendo entre tv, rádio, internet e veículos impressos são a digitalização do conhecimento e a disponibilidade deste saber acumulado numa rede mundial de difícil controle.
A própria estrutura da internet revela algumas coisas. O principal protocolo, que carrega as informações nos diferentes meios que formam a rede – o IP Internet Protocol -, transmite os pacotes de informação com o mínimo esforço e não tem qualidade de serviço. Esta é a grande dificuldade de mandar sinais digitais de imagem e som na internet, pois os pacotes multimídias precisam chegar no destino certo e em uma ordem determinada, o que não é necessidade primordial para o transporte de dados.
Porém o que podemos tirar como reflexão destas concepções técnicas das redes de dados IP que estão sendo sanadas pelos engenheiros, para que brevemente possamos ver vídeo de qualidade em computadores e outros dispositivos? A resposta a esta questão é a dificuldade de controle do fluxo de conhecimento que irrompe as casas. Hoje, a "navegação" na Internet permite aprender tanto a fabricar bombas quanto fazer um passeio no Louvre. O desafio do educador é como transformar essa experiência virtual numa ação prazerosa e produtiva na realidade do educando.
Há vários entusiastas da chamada democracia virtual, que a Internet pode estar proporcionando à civilização, entre eles, o filósofo Piérre Levy. Antes de falar dos conceitos que ele prega tais como, cibercultura e mais recentemente inteligências coletivas, gostaria de colocar algumas observações sobre a América Latina e o Brasil.
Atualmente, no mundo, o número de computadores se iguala ao número de aparelhos de TV. Mais de 600 milhões de pessoas têm algum tipo de acesso à internet. Em 2001, as estatísticas oficiais mostravam que metade dos brasileiros nunca usou um telefone fixo e que, de cada cem nativos, só seis possuem computador. Cerca de 13 milhões de pessoas no Brasil estão conectadas à rede, menos de 10% da população. A Argentina, mergulhada em caos econômico, tem números mais animadores sobre a questão. Diante destes dados, é quase uma verdade irrefutável que a exclusão digital é um problema que merece da atenção do governo, da sociedade e do ambiente acadêmico brasileiro.
O acesso à banda larga, que permite a visualização de vídeos em computadores e outros dispositivos como uma experiência razoavelmente interessante e divertida, é ainda mais elitizado. Precisamos equipar as escolas públicas com acesso à Internet de alta velocidade. É estratégico que novos governos pensem nisso como prioridade. As políticas de telecomunicações devem enfatizar a inclusão digital da sociedade brasileira.
Piérre Lévy, em recente visita ao Brasil, compartilha desta opinião da intervenção do Estado para garantir a inclusão digital. Ele acredita que o anafalbetismo e a falta de recursos culturais são os grandes vilões para este acesso. O filósofo tem estudado o quanto as comunidades virtuais podem contribuir com o avanço da humanidade.
Neste sentido, uma de suas contribuições é o conceito de Inteligências Coletivas. Ele afirma que a Internet pode criar uma espécie de "ágora virtual", onde os cidadãos poderão deliberar sobre assuntos que lhe concernem diretamente, criando espaços virtuais temáticos onde compartilhem suas inteligências individuais, memórias, percepções, imaginações, resultando numa aprendizagem coletiva, enfim, na troca de conhecimentos.
O processo de convergência de mídias, que tem feito os jornalistas ( esses artífices da comunicação) pensarem muito sobre seu trabalho é um dos motores na formação destas Inteligências Coletivas. Segundo Pierre Lévy, "quanto mais esses órgãos de comunicação se aperfeiçoam, mais essa memória se torna vasta e mais o ecossistema das idéias se transforma, a inteligência coletiva aumenta, se complexifica e evolui com rapidez."
Ainda expondo sobre este conceito, o filósofo concentra três pólos de significação do capital da Inteligência Coletiva: o técnico, o cultural e o social.
O capital técnico consiste no ambiente físico, na mídia e nos próprios computadores ligados à internet. Vimos já que o problema da exclusão digital diz respeito diretamente a este pólo.
O capital cultural está no pólo do signo e é a memória gravada da cultura. Trata-se da estrutura abstrata das idéias e da maneira que são representadas. O descaso com a memória brasileira têm se repetido no mundo digital. Quais são os esforços para digitalização do conhecimento brasileiro? Poucos. O site da Biblioteca Nacional é um dos esforços neste sentido. A migração de mídias, que hoje se dá, está enterrando a produção cultural do país. Um dos maiores exemplos é a música. Nos últimos 20 anos assistimos à transição do vinil para o cd e agora para o cd-r. O quanto está perdido neste interregnos de tecnologia? Historiadores irão dizer com mais precisão.
Já o capital social está na reunião das idéias produzidas pela população e dependem do regime político em questão. Vivemos numa democracia ocidental, onde o Estado se propõe, desde a Constituição de 88, a se organizar em parceria com a sociedade nos conselhos de direitos. Porém, o cidadão não vislumbra com facilidade esta opção de participação política na sociedade. Não existe uma política enraizada de integração destes conselhos, que, em sua natureza, são municipais ou locais. Seria interessante colocá-los em rede. Assim como, volto a citar, urge que as escolas públicas brasileiras estejam em rede e interagindo.
Experiência pioneira neste sentido é a TV Escola e o Canal Saúde, ambos canais de TV Aberta em UHF, que podem ser vistos no Brasil inteiro através de antenas parabólicas analógicas. A TV interativa digital permitirá que o aluno interfira na programação, tenha contato direto com um especialista ou tutor, dependendo da programação e ainda poderá partilhar experiências com jovens de diferentes localidades do país.
Enfim, há ainda a questão levantada por filósofos e pelo sociólogo Manuel Castells: a revolução tecnológica muda costumes e a apreensão da informação ou a mudança de mentalidade que constrói novos canais de informação? Creio que há quarenta anos atrás, Marshall Macluhan já tinha a resposta para questão - "não há como dissociar o meio da mensagem". É por isso que seus conceitos estão sendo revisitados. O educador precisa adaptar seu conteúdo, entender o processo de aprendizagem frente às novas perspectivas que a tv interativa possibilita e tirar o maior proveito delas.
O receptor na tv interativa deixa de ser passivo no processo comunicacional. Ele assume o papel de emissor também. Podemos citar como efeitos do uso de hiperlinks nas imagens em movimento: a segmentação de público, a personalização de programação, o aumento da capacidade de crítica, a busca de conhecimento e a interação com outros espectadores. Tudo isso beneficiará imensamente a população brasileira na busca pelo saber. Aguardemos os novos tempos, partilhado do otimismo de Piérre Levy.
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Rádio Digital em pauta no Senado Federal
ATENÇÃO: Vejam como a discussão não é apenas tecnológica. O futuro da comunicação e seu papel social estão em jogo.
Digitalização do rádio poderá eliminar pequenas e médias emissoras
Ana Rita Marini
Fonte: FNDC 18/08/2007
Tal como está sendo conduzida, a digitalização do rádio no Brasil aumentará a concentração dos meios de comunicação e o poder das grandes redes. Essa constatação tornou-se evidente na recente reunião Comissão de Ciência,Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado. Especialistas afirmam que uma decisão tecnológica de porte, como é a escolha do sistema de radiodifusão digital brasileiro, se for tomada às pressas, pode decretar o fim do rádio como um veículo democrático e plural, acessível dos lugares mais remotos e pelas diferentes classes sociais no país.
Em audiência no Senado Federal – “Implantação do Rádio Digital no Brasil” – no último dia 15, organizada pela CCT, parlamentares demonstraram surpresa e preocupação com o assunto. Eles começaram a perceber que a digitalização do rádio envolve mais questões do que a escolha de uma tecnologia, em função das decorrências econômicas e sociais. A adoção da nova tecnologia, tal como vem sendo encaminhada, praticamente excluirá as pequenas e médias emissoras, aumentando a conmcentração dos meios de comunicação e poder das grandes redes.
O jornalista José Carlos Torves, representante do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) na audiência, da qual foi um dos debatedores, referiu-se a recentes declarações que a Ibiquity, empresa proprietária do sistema In Band on Channel (IBOC) . O IBOC poderá ser a tecnologia escolhida para o Brasil, se o governo se curvar às pressões e pressa dos radiodifusores – que contam com o aval do ministro das Comunicações, Hélio Costa. A Ibiquity confirmou ao Federal Communicatoins Committion (FCC) – o organismo regulador dos meios de comunicação nos EUA – que o IBOC não tem capacidade tecnológica para atender às rádios abaixo de 25KW. Como estas emissoras são a maioria no Brasil, uma decisão por este padrão deixaria milhares de rádios fora do espectro. “O governo não sabia disso até poucos dias. Mesmo assim, se mostra apressado em tomar a decisão, sem um mínimo de segurança, pressionado pelos radiodifusores que se dizem ficando para trás na corrida digital”, diz Torves.
O Senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), ressaltou na audiência a importância do debate. “Avanço tecnológico faz com que tenhamos que discutir no Congresso e com a sociedade, no sentido de prepará-la para esta onda tecnológica que já chegou e que talvez nós não tenhamos tido o cuidado de acompanhar”.
Rádio corre o risco de sumir
Torves ressalta ainda que o rádio, hoje, apesar de ser o veículo de comunicação mais popular do país, já trabalha com uma margem muito pequena – quatro por cento – do bolo publicitário. “O rádio está definhando em termos de verba publicitária”, afirma Torves, acrescentando que a escolha do padrão americano Iboc tornará ainda mais inviável o futuro deste meio de comunicação. A maioria das rádios brasileiras, na opinião de Torves, não poderá encarar o custo para a transição (entre 80 mil e 120 mil dólares, além dos royalties). “O sistema de rádio no Brasil corre o risco de sumir”, assinala. Além do custo do receptor (o rádio), que terá um preço mínimo em torno de R$ 300,00.
O Superintendente de Serviços de Comunicação de Massa da Anatel, Ara Apkar Minassian, outro debatedor na audiência, acredita que o preço dos receptores cairá após a implantação da rádio digital, mas que é preciso regulamentar o setor neste momento de convergência. “Para sair do mundo analógico para o mundo digital, temos que ter um carinho muito grande com o rádio. Precisa de um marco regulatório para este mundo de convergência, onde um invade o espaço do outro”, apontou.
Sérgio Souza Dias, presidente do Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada do Rio Grande do Sul (Ceitec), expôs os estudos em desenvolvimento pela Ceitec e mostrou-se preocupado com o fato de que a Ibiquity ainda não liberou os futuros usários dos royalties, conforme foi anunciado pelo Ministério das Comunicações.
O sistema IBOC é um “devorador de faixa eletromagnética”, ressalta Torves, explicando que essa tecnologia não vai possibilitar a entrada de novas emissoras e reduzirá o número de rádios analógicas existentes. Permencerão as pertencentes aos grandes grupos de comunicação. “Assim, ao contrário do que se esperava, a digitalização, nestes termos, não levará a uma maior democratização da comunicação, mas provocar uma concentração ainda maior”, conclui o jornalista.
A CCT solicitará audiência com o ministro Hélio Costa para tratar do assunto.
Digitalização do rádio poderá eliminar pequenas e médias emissoras
Ana Rita Marini
Fonte: FNDC 18/08/2007
Tal como está sendo conduzida, a digitalização do rádio no Brasil aumentará a concentração dos meios de comunicação e o poder das grandes redes. Essa constatação tornou-se evidente na recente reunião Comissão de Ciência,Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado. Especialistas afirmam que uma decisão tecnológica de porte, como é a escolha do sistema de radiodifusão digital brasileiro, se for tomada às pressas, pode decretar o fim do rádio como um veículo democrático e plural, acessível dos lugares mais remotos e pelas diferentes classes sociais no país.
Em audiência no Senado Federal – “Implantação do Rádio Digital no Brasil” – no último dia 15, organizada pela CCT, parlamentares demonstraram surpresa e preocupação com o assunto. Eles começaram a perceber que a digitalização do rádio envolve mais questões do que a escolha de uma tecnologia, em função das decorrências econômicas e sociais. A adoção da nova tecnologia, tal como vem sendo encaminhada, praticamente excluirá as pequenas e médias emissoras, aumentando a conmcentração dos meios de comunicação e poder das grandes redes.
O jornalista José Carlos Torves, representante do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) na audiência, da qual foi um dos debatedores, referiu-se a recentes declarações que a Ibiquity, empresa proprietária do sistema In Band on Channel (IBOC) . O IBOC poderá ser a tecnologia escolhida para o Brasil, se o governo se curvar às pressões e pressa dos radiodifusores – que contam com o aval do ministro das Comunicações, Hélio Costa. A Ibiquity confirmou ao Federal Communicatoins Committion (FCC) – o organismo regulador dos meios de comunicação nos EUA – que o IBOC não tem capacidade tecnológica para atender às rádios abaixo de 25KW. Como estas emissoras são a maioria no Brasil, uma decisão por este padrão deixaria milhares de rádios fora do espectro. “O governo não sabia disso até poucos dias. Mesmo assim, se mostra apressado em tomar a decisão, sem um mínimo de segurança, pressionado pelos radiodifusores que se dizem ficando para trás na corrida digital”, diz Torves.
O Senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), ressaltou na audiência a importância do debate. “Avanço tecnológico faz com que tenhamos que discutir no Congresso e com a sociedade, no sentido de prepará-la para esta onda tecnológica que já chegou e que talvez nós não tenhamos tido o cuidado de acompanhar”.
Rádio corre o risco de sumir
Torves ressalta ainda que o rádio, hoje, apesar de ser o veículo de comunicação mais popular do país, já trabalha com uma margem muito pequena – quatro por cento – do bolo publicitário. “O rádio está definhando em termos de verba publicitária”, afirma Torves, acrescentando que a escolha do padrão americano Iboc tornará ainda mais inviável o futuro deste meio de comunicação. A maioria das rádios brasileiras, na opinião de Torves, não poderá encarar o custo para a transição (entre 80 mil e 120 mil dólares, além dos royalties). “O sistema de rádio no Brasil corre o risco de sumir”, assinala. Além do custo do receptor (o rádio), que terá um preço mínimo em torno de R$ 300,00.
O Superintendente de Serviços de Comunicação de Massa da Anatel, Ara Apkar Minassian, outro debatedor na audiência, acredita que o preço dos receptores cairá após a implantação da rádio digital, mas que é preciso regulamentar o setor neste momento de convergência. “Para sair do mundo analógico para o mundo digital, temos que ter um carinho muito grande com o rádio. Precisa de um marco regulatório para este mundo de convergência, onde um invade o espaço do outro”, apontou.
Sérgio Souza Dias, presidente do Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada do Rio Grande do Sul (Ceitec), expôs os estudos em desenvolvimento pela Ceitec e mostrou-se preocupado com o fato de que a Ibiquity ainda não liberou os futuros usários dos royalties, conforme foi anunciado pelo Ministério das Comunicações.
O sistema IBOC é um “devorador de faixa eletromagnética”, ressalta Torves, explicando que essa tecnologia não vai possibilitar a entrada de novas emissoras e reduzirá o número de rádios analógicas existentes. Permencerão as pertencentes aos grandes grupos de comunicação. “Assim, ao contrário do que se esperava, a digitalização, nestes termos, não levará a uma maior democratização da comunicação, mas provocar uma concentração ainda maior”, conclui o jornalista.
A CCT solicitará audiência com o ministro Hélio Costa para tratar do assunto.
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
O mercado discute a TV Digital
Termina hoje o congresso da Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão. Além das discussões técnicas de equipamentos e linguagens, estão em pauta temas que temos visto em nossa disciplina. Vejam o que destaquei da programação e as pessoas envolvidas:
Congresso SET 2007
(Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão)
22, 23 e 24 de agosto de 2007- Centro de Convenções Imigrantes -São Paulo
TV Digital - Mobilidade e Portabilidade
Esse painel traz uma visão geral sobre as tecnologias convergentes para a distribuição de áudio, vídeo e multimídia em terminais portáteis bem como o panorama de implantação mundial e os modelos de interatividade adotados para esses sistemas. Os palestrantes farão uma descrição técnica comparativa dos sistemas, exemplos aplicações comerciais, informações de custos de conteúdo de terminais, variedade e qualidade dos serviços, disponibilidade e diversidade de terminais. Os desafios, oportunidades e casos de sucesso para o uso da interatividade e comércio eletrônico serão discutidos.
Mod.:Ana Eliza - SET e TV Globo / Jose Luciano Viana do Vale - QualcommRoger/ Johansson - FactumYasuo Takahashi - DIBEGYoshiki Maruyama - TV Asahy
Mídias/ Talk Show - Convergência: Cenários para o Futuro
Como ficam as mídias tradicionais após a chegada de novos players do mundo IP. Como serão os futuros dispositivos que os consumidores terão em casa e em mobilidade. Quais modelos de negócio deverão ser construídos. A visão de grandes empresas participantes desse cenário para o futuro.
Mod.: F. Bittencourt - SET e TV Globo/ Carlos Ferraz - CESAR / Renato Cotrim - MICROSOFT/ Telefônica / Skype / Google / NETSamsung
Congresso SET 2007
(Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão)
22, 23 e 24 de agosto de 2007- Centro de Convenções Imigrantes -São Paulo
TV Digital - Mobilidade e Portabilidade
Esse painel traz uma visão geral sobre as tecnologias convergentes para a distribuição de áudio, vídeo e multimídia em terminais portáteis bem como o panorama de implantação mundial e os modelos de interatividade adotados para esses sistemas. Os palestrantes farão uma descrição técnica comparativa dos sistemas, exemplos aplicações comerciais, informações de custos de conteúdo de terminais, variedade e qualidade dos serviços, disponibilidade e diversidade de terminais. Os desafios, oportunidades e casos de sucesso para o uso da interatividade e comércio eletrônico serão discutidos.
Mod.:Ana Eliza - SET e TV Globo / Jose Luciano Viana do Vale - QualcommRoger/ Johansson - FactumYasuo Takahashi - DIBEGYoshiki Maruyama - TV Asahy
Mídias/ Talk Show - Convergência: Cenários para o Futuro
Como ficam as mídias tradicionais após a chegada de novos players do mundo IP. Como serão os futuros dispositivos que os consumidores terão em casa e em mobilidade. Quais modelos de negócio deverão ser construídos. A visão de grandes empresas participantes desse cenário para o futuro.
Mod.: F. Bittencourt - SET e TV Globo/ Carlos Ferraz - CESAR / Renato Cotrim - MICROSOFT/ Telefônica / Skype / Google / NETSamsung
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Debate sobre novo consumidor, novas mídias e métricas encerra Digital Age 2.0
São Paulo - Painel destaca temas como o fim da comunicação de massa, a importância de ouvir o consumidor e entender o homo digitalis.
“A comunicação de massa acabou”. A declaração de Marco Simões, diretor de comunicação da Coca-Cola - um dos mais notórios produtos de massa do mundo -, reflete o impacto da web na criação dos novos paradigmas para a publicidade, discutidos no painel que encerrou o Digital Age 2.0.
Simões salientou que a companhia vai se comunicar com cada um dos seus consumidores individualmente, não obstante a escala do seu produto, e vai trazer cada vez mais valores para a sua marca. “É preciso ter respeito à inteligência do consumidor”, apontou ele. Atenção ao consumidor também foi o tema apresentado no painel por Mercedes Sanchez, autora do blog Tá Difícil e especialista em usabilidade. “As empresas não percebem que ao responder um usuário em um blog, ela está respondendo a todos”, ressaltou ela. Já Risoletta Miranda, sócia e presidente da Addcomm, ressaltou a importância de entender esse novo consumidor. “Não há verba de anúncios ou estratégia que funcione, se você não entender o que vai na cabeça do homo digitalis”, apontou ela. A transição para a publicidade digital exige também novos meios de medir resultados, como apontou Oswaldo Barbosa de Oliveira, presidente de IAB Brasil e diretor geral do Microsoft Online Services Group. “Não dá mais para usar apenas o pageview como métrica”, ele enfatizou, apontando que novos recursos, como flash, AJAX e vídeos, não podem ser mensurados pelos critérios tradicionais. Oferecendo um contraponto ao entusiasmo em relação às novas mídias, Nelson de Sá, jornalista e autor da coluna Toda Mídia, da Folha de S. Paulo, relatou a angústia dos representantes da “velha mídia” com a pressão da web. “Valores da imprensa, como distanciamento e objetividade, estão se perdendo”, criticou.
http://idgnow.uol.com.br/internet/2007/08/10/idgnoticia.2007-08-10.9975094726/
“A comunicação de massa acabou”. A declaração de Marco Simões, diretor de comunicação da Coca-Cola - um dos mais notórios produtos de massa do mundo -, reflete o impacto da web na criação dos novos paradigmas para a publicidade, discutidos no painel que encerrou o Digital Age 2.0.
Simões salientou que a companhia vai se comunicar com cada um dos seus consumidores individualmente, não obstante a escala do seu produto, e vai trazer cada vez mais valores para a sua marca. “É preciso ter respeito à inteligência do consumidor”, apontou ele. Atenção ao consumidor também foi o tema apresentado no painel por Mercedes Sanchez, autora do blog Tá Difícil e especialista em usabilidade. “As empresas não percebem que ao responder um usuário em um blog, ela está respondendo a todos”, ressaltou ela. Já Risoletta Miranda, sócia e presidente da Addcomm, ressaltou a importância de entender esse novo consumidor. “Não há verba de anúncios ou estratégia que funcione, se você não entender o que vai na cabeça do homo digitalis”, apontou ela. A transição para a publicidade digital exige também novos meios de medir resultados, como apontou Oswaldo Barbosa de Oliveira, presidente de IAB Brasil e diretor geral do Microsoft Online Services Group. “Não dá mais para usar apenas o pageview como métrica”, ele enfatizou, apontando que novos recursos, como flash, AJAX e vídeos, não podem ser mensurados pelos critérios tradicionais. Oferecendo um contraponto ao entusiasmo em relação às novas mídias, Nelson de Sá, jornalista e autor da coluna Toda Mídia, da Folha de S. Paulo, relatou a angústia dos representantes da “velha mídia” com a pressão da web. “Valores da imprensa, como distanciamento e objetividade, estão se perdendo”, criticou.
http://idgnow.uol.com.br/internet/2007/08/10/idgnoticia.2007-08-10.9975094726/
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Convergência das mídias é tema de palestra
Conisli reúne 2000 pessoas em dois dias de evento.
Convergência de mídias e a natureza do software. Esses foram os temas abordados durante esta manhã de sábado (06/11) em conferências realizadas durante o II Conisli, Congresso Internacional de Software Livre, que acorre em São Paulo. O assessor da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Corinto Meffe, e o professor de ciências da computação da Universidade de Brasília, Pedro Resende, apresentaram aos congressistas um panorama do desenvolvimento do software livre no mundo e sua ligação com os novos conceitos de tecnologia baseados na convergência de todas as mídiasPara o professor Resende, o software livre fere o capitalismo, que deseja ter sempre o controle dos meios de produção. “O software proprietário está contaminando as relações do poder do Estado com a sociedade, a medida que impõe a todos um modelo de dependência cultural e econômica” frisou o professor, citando também a importância do poder sobre o código fonte, que é a natureza do software, pois tudo no ambiente tecnológico acontece por ele.Corinto Meffe defendeu em sua palestra que a inclusão digital deve ser ampla e irrestrita, citando o papel dos desenvolvedores de códigos, que levam para o fonte tudo o que aprendem nas suas relações sociais. Para Corinto, “qualquer nação soberana precisa ter o domínio de sua produção tecnológica. A sociedade da informção hoje é a sociedade da convergência, pois os elementos isolados de mídia, como rádio, TV e jornal, se cruzam pelos caminhos da tecnologia”.
Convergência de mídias e a natureza do software. Esses foram os temas abordados durante esta manhã de sábado (06/11) em conferências realizadas durante o II Conisli, Congresso Internacional de Software Livre, que acorre em São Paulo. O assessor da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Corinto Meffe, e o professor de ciências da computação da Universidade de Brasília, Pedro Resende, apresentaram aos congressistas um panorama do desenvolvimento do software livre no mundo e sua ligação com os novos conceitos de tecnologia baseados na convergência de todas as mídiasPara o professor Resende, o software livre fere o capitalismo, que deseja ter sempre o controle dos meios de produção. “O software proprietário está contaminando as relações do poder do Estado com a sociedade, a medida que impõe a todos um modelo de dependência cultural e econômica” frisou o professor, citando também a importância do poder sobre o código fonte, que é a natureza do software, pois tudo no ambiente tecnológico acontece por ele.Corinto Meffe defendeu em sua palestra que a inclusão digital deve ser ampla e irrestrita, citando o papel dos desenvolvedores de códigos, que levam para o fonte tudo o que aprendem nas suas relações sociais. Para Corinto, “qualquer nação soberana precisa ter o domínio de sua produção tecnológica. A sociedade da informção hoje é a sociedade da convergência, pois os elementos isolados de mídia, como rádio, TV e jornal, se cruzam pelos caminhos da tecnologia”.
Todas as linguagens a escolha do usuário
Maria Antonia indicou um ótimo artigo no link "http://www.laboris.com.br/artigos_21.asp"
Destaco e comento o seguinte trecho:
" A Audiência não se contenta mais em ser passiva, transformando-se no agente da informação, gerando e publicando conteúdo em larga escala, criando centros de notícias, Blogs, desenvolvendo e participando de grupos temáticos e/ou sociais, com códigos e linguagens próprios e com atualização em tempo real.
Para a Convergência de Mídias acontecer foi preciso desenvolver novas tecnologias que permitissem a sua efetivação, enfocando a plena conectividade e a probabilidade do “any time, any where”. Muito já se avançou em termos tecnológicos, mas a convergência engloba muito mais que isso. Nela se inserem os negócios, os mercados, as iniciativas públicas, a regulação etc.
Trata-se de um setor em que os conteúdos, aplicações e serviços são elementos-chave. Surgem, portanto, numerosas oportunidades para as empresas em áreas como a geração de conteúdo ou os sistemas de distribuição, que podem ser acessados de diferentes redes.
E que tipo de negócio sustenta e sustentará isto? Vemos a chegada cada vez mais próxima de um modelo de publicidade local, interativa, pulverizada, multimídia e surround. As empresas de comunicação vão ter que reaprender a vender, criando “planos de multimídia”. As agências de publicidade e os anunciantes também precisarão mudar para atender seus clientes e atingir a Sra. Audiência."
Comentários:
- provavelmente não teremos mais este personagem "Audiência". Trata-se de uma idéia estatística, de pessoas vistas como números, na lógica da comunicação de massa. Cada vez mais teremos que conhecer o consumidor um-a-um, e atender suas necessidades individuais de informação.
- como produtores de informação, teremos que utilizar simultaneamente as várias modalidades de linguagem: texto, áudio, vídeo, foto, sensações. O mesmo conteúdo poderá estar em todos estes formatos, sendo escolha do usuário como irá acessá-lo. Por exemplo, eu posso decidir acessar o conteúdo de uma palestra ouvindo uma gravação e outro usuário querer visualizar a resenha escrita. O importante é disponibilizar as opções !
Destaco e comento o seguinte trecho:
" A Audiência não se contenta mais em ser passiva, transformando-se no agente da informação, gerando e publicando conteúdo em larga escala, criando centros de notícias, Blogs, desenvolvendo e participando de grupos temáticos e/ou sociais, com códigos e linguagens próprios e com atualização em tempo real.
Para a Convergência de Mídias acontecer foi preciso desenvolver novas tecnologias que permitissem a sua efetivação, enfocando a plena conectividade e a probabilidade do “any time, any where”. Muito já se avançou em termos tecnológicos, mas a convergência engloba muito mais que isso. Nela se inserem os negócios, os mercados, as iniciativas públicas, a regulação etc.
Trata-se de um setor em que os conteúdos, aplicações e serviços são elementos-chave. Surgem, portanto, numerosas oportunidades para as empresas em áreas como a geração de conteúdo ou os sistemas de distribuição, que podem ser acessados de diferentes redes.
E que tipo de negócio sustenta e sustentará isto? Vemos a chegada cada vez mais próxima de um modelo de publicidade local, interativa, pulverizada, multimídia e surround. As empresas de comunicação vão ter que reaprender a vender, criando “planos de multimídia”. As agências de publicidade e os anunciantes também precisarão mudar para atender seus clientes e atingir a Sra. Audiência."
Comentários:
- provavelmente não teremos mais este personagem "Audiência". Trata-se de uma idéia estatística, de pessoas vistas como números, na lógica da comunicação de massa. Cada vez mais teremos que conhecer o consumidor um-a-um, e atender suas necessidades individuais de informação.
- como produtores de informação, teremos que utilizar simultaneamente as várias modalidades de linguagem: texto, áudio, vídeo, foto, sensações. O mesmo conteúdo poderá estar em todos estes formatos, sendo escolha do usuário como irá acessá-lo. Por exemplo, eu posso decidir acessar o conteúdo de uma palestra ouvindo uma gravação e outro usuário querer visualizar a resenha escrita. O importante é disponibilizar as opções !
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Livro traz "pérolas impublicáveis" da propaganda
da Folha Online
O livro "As Impublicáveis Pérolas da Propaganda. Agora Publicadas" (152 págs, R$ 42,90), lançado pela editora Panda Books, traz peças publicitárias que nunca chegaram ao mercado.
Em geral, essas campanhas "proibidas", chamadas de "pérolas", surgiram durante o processo de criação dos publicitários, principalmente nos chamados momentos de "brainstorm" (reunião de idéias em busca de soluções originais e criativas, sem preocupação com julgamentos nem com reações dos anunciantes e consumidores).
Compõem a publicação 104 peças e 48 slogans. A seleção do material foi realizada pelos criadores do site Desencannes (www.desencannes.com), bastante acessado por publicitários e estudantes de propaganda. A página reúne essas pérolas reproduzidas no livro.
Criado pelos publicitários Eduardo Dencker, Marcel Ares e Victor Marx, o Desencannes também é um festival anual com participação de agências e universitários de comunicação. Para viabilizar o livro, foi feita também uma parceria com a Getty Images, que cedeu imagens para ilustrar algumas campanhas selecionadas.
A publicação também traz textos do cartunista e professor Dorinho Bastos e Luiz Fernando D. Garcia, diretor nacional do curso de comunicação social da ESPM, além de depoimentos dos diretores de criação André Nassar (Young & Rubicam), Miguel Bemfica (DM9DDB), Valdir Bianchi (ex-Giovanni FCB) e Fernando Luna (LongPlay).
Esse livro deve ser muito bom. Entra no site desencannes.com que é resenha demais.
Abraaaaaço.
Lucas Maciel
da Folha Online
O livro "As Impublicáveis Pérolas da Propaganda. Agora Publicadas" (152 págs, R$ 42,90), lançado pela editora Panda Books, traz peças publicitárias que nunca chegaram ao mercado.
Em geral, essas campanhas "proibidas", chamadas de "pérolas", surgiram durante o processo de criação dos publicitários, principalmente nos chamados momentos de "brainstorm" (reunião de idéias em busca de soluções originais e criativas, sem preocupação com julgamentos nem com reações dos anunciantes e consumidores).
Compõem a publicação 104 peças e 48 slogans. A seleção do material foi realizada pelos criadores do site Desencannes (www.desencannes.com), bastante acessado por publicitários e estudantes de propaganda. A página reúne essas pérolas reproduzidas no livro.
Criado pelos publicitários Eduardo Dencker, Marcel Ares e Victor Marx, o Desencannes também é um festival anual com participação de agências e universitários de comunicação. Para viabilizar o livro, foi feita também uma parceria com a Getty Images, que cedeu imagens para ilustrar algumas campanhas selecionadas.
A publicação também traz textos do cartunista e professor Dorinho Bastos e Luiz Fernando D. Garcia, diretor nacional do curso de comunicação social da ESPM, além de depoimentos dos diretores de criação André Nassar (Young & Rubicam), Miguel Bemfica (DM9DDB), Valdir Bianchi (ex-Giovanni FCB) e Fernando Luna (LongPlay).
Esse livro deve ser muito bom. Entra no site desencannes.com que é resenha demais.
Abraaaaaço.
Lucas Maciel
Sociedade e tecnologia digital
Surge cada vez com mais força, no contexto das organizações da sociedade civil, a idéia de levar a tecnologia digital ao alcance da sociedade. Geralmente desenvolvidas através de cursos para pessoas de baixa renda, essas iniciativas se fizeram conhecidas pelo nome de inclusão digital, sendo pensadas e implementadas diante da constatação de uma desigualdade social e econômica que será agravada se não contemplar uma parcela significativa da sociedade no contexto das novas tecnologias de informação e comunicação. O que esses projetos possibilitam, portanto, na medida de suas possibilidades, é a diminuição das disparidades sociais entre aqueles que têm acesso a essa tecnologia e aqueles que passam a ter acesso não só à informática, como também à Internet.
segunda-feira, 18 de junho de 2007
No Festival de Cannes 2007
Notícia encontrada hoje em http://www.portal.abemd.org.br
Há um bom tempo, os seminários de Cannes são bastante concorridos. Eles invariavelmente mostram o que é tendência no mundo da comunicação. O target ao qual as agências estão de olho no momento são os uploaders, segundo conta vice-presidente da criação da Fábrica, Marisa Furtado. "Já não se fala mais em perfil de usuário. O que importa agora são os internautas que postam conteúdos na rede", diz ela.
Esse target tem sido cada vez mais decisivo na preferência das marcas pelo seu poder de influenciar os outros. "Aí entram também os infovores, chamados devoradores de informação". O mais espantoso é que esses targets têm o poder de elevar – "ou detonar" – uma marca em questão de pouco tempo. "Ação recente da Nissan foi vista por 15 milhões de pessoas em pouco tempo", exemplifica Marisa. "Há dois ou três anos as idéias eram mais escandalosas. Hoje em dia temos uma certa confusão com a diversidade de canais. Estão substituindo a expressão Web 2.0 por Caos 2.0". Para Marisa, nessa profusão acentuada de formatos – vídeos, blogs, mobile, ambiente – as agências de propaganda estão levando uma ligeira vantagem.
Nesse sentido, para o diretor de planejamento da NeoGamaBBH, Fabiano Coura, o tom dos seminários de Cannes também mostra que a mídia de massa assume a função de engajar os consumidores para um diálogo. "Com a fragmentação dos canais, a relevância passou a ser decisiva na comunicação. É preciso levar utilidade e conteúdo adequado para tornar funcional a vida das pessoas".
A partir daí, quanto mais se estender esse diálogo, mais próximas e fiéis às marcas eles serão. "São vários o movimentos de grupos de comunicação no sentido de atuar em todos os níveis da comunicação", lembra Coura, como a compra da Agência Click pela Isobar, do Google adquirindo a Doubleclick e as aquisições realizadas recentemente pelo WPP e Microsoft.
Veja mais informações em www.fabianocoura.com e www.fabricad.com.br
Há um bom tempo, os seminários de Cannes são bastante concorridos. Eles invariavelmente mostram o que é tendência no mundo da comunicação. O target ao qual as agências estão de olho no momento são os uploaders, segundo conta vice-presidente da criação da Fábrica, Marisa Furtado. "Já não se fala mais em perfil de usuário. O que importa agora são os internautas que postam conteúdos na rede", diz ela.
Esse target tem sido cada vez mais decisivo na preferência das marcas pelo seu poder de influenciar os outros. "Aí entram também os infovores, chamados devoradores de informação". O mais espantoso é que esses targets têm o poder de elevar – "ou detonar" – uma marca em questão de pouco tempo. "Ação recente da Nissan foi vista por 15 milhões de pessoas em pouco tempo", exemplifica Marisa. "Há dois ou três anos as idéias eram mais escandalosas. Hoje em dia temos uma certa confusão com a diversidade de canais. Estão substituindo a expressão Web 2.0 por Caos 2.0". Para Marisa, nessa profusão acentuada de formatos – vídeos, blogs, mobile, ambiente – as agências de propaganda estão levando uma ligeira vantagem.
Nesse sentido, para o diretor de planejamento da NeoGamaBBH, Fabiano Coura, o tom dos seminários de Cannes também mostra que a mídia de massa assume a função de engajar os consumidores para um diálogo. "Com a fragmentação dos canais, a relevância passou a ser decisiva na comunicação. É preciso levar utilidade e conteúdo adequado para tornar funcional a vida das pessoas".
A partir daí, quanto mais se estender esse diálogo, mais próximas e fiéis às marcas eles serão. "São vários o movimentos de grupos de comunicação no sentido de atuar em todos os níveis da comunicação", lembra Coura, como a compra da Agência Click pela Isobar, do Google adquirindo a Doubleclick e as aquisições realizadas recentemente pelo WPP e Microsoft.
Veja mais informações em www.fabianocoura.com e www.fabricad.com.br
sexta-feira, 15 de junho de 2007
Primeiro a gente cria, depois converge
Criar um blog que é tudo ao mesmo tempo em todos os lugares interconectados. Aula, conversa, exercício, interatividade, diversão, puxão de orelha. Isto tem cara de convergência, não só das mídias, mas das mentes. Todas juntas, não ao mesmo tempo mas compartilhando deste espaço. Vamos começar esta experiência para ver no que dá.
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